Reino Fungi: rock e iê-iê-iê à moda catarinense

Pra cá do ano 2000, ser moderno é ser vintage, retrô. Ou não. Se a moda é cíclica e tudo está ao alcance do mouse, a liberdade de escolha não cabe num rótulo. O quarteto catarinense Reino Fungi, que lança seu segundo álbum com shows a partir desta quinta-feira, 5, em São Paulo, está nessa. Sem patrulha ou pretensão, eles mergulham fundo no universo visual e sonoro dos anos 60 - mais especificamente o do rock britânico de Beatles, Kinks, The Who, Hollies, e da jovem guarda (Roberto Carlos, Renato e Seus Blue Caps).?Era o que ouvíamos quando fizemos o disco e isso teve influência, claro, mas não queremos revitalizar nada, ?resgatar? nenhum movimento. Somos uma banda moderna de 2007 e antes de mais nada a gente faz o que consegue honestamente?, diz o baterista Hugues Torres.Ele é irmão de Vitor Torres (baixista) e eles se juntaram a outros dois irmãos, Felipe e Tiago Lanznaster (guitarras), para formar o Reino Fungi em 2001 em Joinville. Felipe deixou a banda, que tem hoje em seu lugar Rômulo Henrique N. ?Plank? na guitarra rítmica, e acaba de se mudar para São Paulo. Sonoridade naturalCom idades entre 22 e 26 anos, eles começaram cedo, despretensiosamente, e optaram por essa sonoridade naturalmente, segundo Hugues. ?Apesar de nos concentrarmos nesse som, também ouvimos muito choro, jazz, bossa nova, big bands. Por isso talvez nosso próximo disco não seja tão jovem guarda como este?, diz Hugues. O anterior, Reino Fungi (2004) era mais psicodélico e menos profissional. ?Estávamos mais empolgados com a possibilidade de gravar do que com a qualidade do resultado?, lembra.Na maioria das faixas do CD Reino Fungi e o Clube do Chá Dançante (Allegro), todos se juntam nos vocais. Além de ser um diferencial positivo da banda, é o componente que mais os identifica com Hollies, Roberto Carlos e Renato e Seus Blue Caps. ?Eles sempre primaram por isso. A gente gosta muito de trabalhar vocal em conjunto, porque além de bom fica mais com cara de banda. Os vocalistas hoje mais berram do que cantam.? Outra característica favorável é que eles não ficam na cópia, na imitação. A relação com seus ídolos, de quem recebeu diversos incentivos, se estreita em faixas como Não Me Diga Adeus, a versão Vivo Só, ambas gravadas por Renato e Seus Blue Caps, e um clássico que seu líder, Renato Barros, emplacou na voz de Roberto: Você Não Serve pra Mim. As 11 faixas restantes são composições do próprio grupo e seguem a mesma trilha: divertidos rocks e iê-iê-iês dançantes e bem tocados (como Do Que É Feito o Amor), guitarras fundamentadas em boas referências (como Beatles da primeira fase), vocais afinados, lances de humor, letras de amor de uma ingenuidade só. Faz parte do espírito da coisa. Reino Fungi. Vegas Club (500 pessoas). Rua Augusta, 765, tel. 3231- 3705. Quinta, 5, 23h30. R$ 20. CB Bar. Rua Brigadeiro Galvão, 871, 3666-8971. Sáb., meia-noite. R$ 20

Agencia Estado,

04 de abril de 2007 | 17h54

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