"Rei" lança disco e fala de maioridade penal

O cantor Roberto Carlos defendeu nesta quarta-feira, durante o lançamento do seu novo disco, Pra Sempre (Sony Music), a redução da maioridade penal no Brasil. "Pena de morte, não, mas redução da maioridade sim", disse o cantor, respondendo a pergunta do Estado sobre o debate em torno da questão da violência."Com esses absurdos que estão acontecendo, é preciso fazer alguma coisa. Eu defendo a redução da maioridade penal, mas acho a pena de morte muito radical, perigosa e delicada", afirmou. Roberto deu as declarações ao apresentar à imprensa o primeiro disco em sete anos que faz somente com canções inéditas, embora uma delas, o rap Seres Humanos, já tenha sido incluído no disco que gravou no ano passado.Pra Sempre sai com tiragem de um milhão de cópias e contém oito baladas, um rap e um rock´n´roll à moda antiga ? Cadillac, a melhor faixa do álbum, parceria com Erasmo Carlos. Todas as baladas que Roberto compôs no disco (três são de outros autores) são dedicadas à mulher morta em 1999, Maria Rita Braga. "Cada vez que completei um verso de cada canção que fiz nesse disco, chorei muito", afirmou. Ele explicou que, por isso, não tem mais parcerias com Erasmo e outros autores. "O que tenho feito é muito exclusivo. É difícil dividir. É quase impossível e Erasmo entende muito bem isso", afirmou. O cantor também atacou a pirataria de CDs. "É lamentável. Isso já poderia ter sido resolvido há muito tempo. Ou pelo menos enfrentado. A gente que trabalha meses e meses num estúdio, fazendo um disco, vê nosso trabalho ser invadido e usado de forma ilegal. A pirataria nos outros países não é como no Brasil. Lá, o cara abre uma mala no metrô e vende escondido. De vez em quando, sai correndo para outra estação. Aqui, ele tem uma loja na rua e ninguém faz nada. Aqui no Brasil a pirataria é algo absurdamente particular", declarou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.