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Receita com streaming de música supera vendas físicas pela primeira vez, diz indústria fonográfica

América Latina e China tiveram o maior crescimento do mercado

Tom Ball e Eric Auchard, Reuters

24 Abril 2018 | 13h18

Serviços de streaming de música como Spotify  e Apple Music se tornaram a maior fonte isolada de renda da indústria musical, superando as vendas físicas e os downloads digitais pela primeira vez, disse uma entidade global da indústria nesta terça-feira, 24.

O rápido crescimento dos serviços streaming de música nos últimos anos levou a uma recuperação da indústria fonográfica mundial, que teve seu terceiro ano de crescimento da receita, de acordo com um relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês).

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As vendas de música recuaram 40% nos 15 anos entre 1999 e 2014 para 14,3 bilhões de dólares, quando a ascensão do serviço de compartilhamento de arquivos Napster derrubou as vendas de CDs e o desenvolvimento de serviços de download como o Apple iTunes tampouco se mostrou capaz de conter esse declínio.

No ano passado, a receita dos serviços de streaming por assinatura representou 38% de toda a música gravada, ante 29% no ano anterior, segundo a IFPI.

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Os números divulgados no Relatório Global de Música de 2018 da IFPI mostram que a receita total de 2017 foi de 17,3 bilhões de dólares, um aumento de 8,1% o em relação ao ano anterior.

Líderes da indústria dizem que o crescimento dos serviços de streaming de música está permitindo que o mercado alcance novas regiões do mundo, ao mesmo tempo que tem ajudado a afastar uma geração de fãs da música gratuita ou pirateada.

América Latina e China testemunharam o maior crescimento do mercado, com um aumento da receita geral com música de 17,7% e 35,3% respectivamente.

Apesar dos números saudáveis, as receitas para 2017 ainda são apenas 68,4% do pico do mercado em 1999.

A IFPI disse que os governos devem fazer mais para lidar com a “lacuna” entre o valor criado por algumas plataformas digitais, como o YouTube do Google pelo uso de música e o que pagam àqueles que criam e investem nisso.

“As coisas parecem boas, mas há uma falha estrutural no sistema. Até que consertemos, será sempre uma luta”, disse Frances Moore, presidente-executivo da IFPI.

 

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