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Rapper Hungria revê origens em nova canção

'Um Pedido' lembra batalhas vencidas pelo artista que se prepara para gravar o primeiro DVD da carreira

Pedro Rocha ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2019 | 03h00

Faz parte do mundo do rap explorar memórias e produzir críticas sociais em seus versos. O rapper brasiliense Hungria, que já havia feito isso em músicas como Lembranças, de 2016, volta a cantar sua história de vida e superação na faixa Um Pedido, que acaba de ser lançada. 

É o primeiro dos vários lançamentos do rapper neste ano. São três ou quatro músicas novas, que devem integrar seu primeiro DVD ao vivo. O projeto é desenvolvido há dois anos e vai ser gravado em breve, incluindo várias participações especiais. “São pessoas que têm personalidade parecida com a minha, que sonham grande e que me fazem bem.”

Ele conta a origem da canção Um Pedido: “Fala de tudo o que passei, das batalhas vencidas. Do que superei, o que errei e onde me levantei”.

Gustavo da Hungria Neves, de 28 anos, começou a compor aos 8. Segundo ele, a nova música reflete um desejo antigo. “O meu intuito sempre foi fazer som, nunca foi de ter fama.” 

Para ele, a importância de revelar a sua história de vida, através da música, é passar uma mensagem boa. “As pessoas estão carentes de mensagens positivas. Tudo o que é menos falado se torna mais precioso. Escutar uma história de superação, toda a minha caminhada, parece importante agora.”

A faixa surgiu a partir de algumas batidas que ele ouviu. Primeiro, veio a melodia e, depois, a letra. É um rap mais clássico, mas Hungria não vê problema em misturar ritmos e se juntar a artistas de outros segmentos. Alguns de seus maiores sucessos, por exemplo, são em parceria com sertanejos como Gusttavo Lima e Lucas Lucco. 

Hungria, que este ano participou da música Saudade, de Claudia Leitte, vai lançar uma parceria com o cantor baiano Léo Santana. “Ele é do axé, mas se amarra em rap. Fizemos um trap e ele entra no refrão e alguns versos.” Um outra nova e promissora parceria será com Mano Brown. “Ele é meu padrinho, amigo. Ele é apaixonado e respeita muito a música”, 

Para Hungria, é importante e urgente que o rap se junte a outros ritmos. “Para quebrar preconceitos, o rap tem de estar em todos os lugares. Podemos trabalhar com artistas de segmentos diferentes e nos orgulhar disso”, acrescenta.

 

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