Ralph Burns morre em Los Angeles

O pianista, compositor e arranjador Ralph Burns, morreu em Los Angeles na quarta-feira. Foi um dos pianistas de jazz mais importantes e cujo nome despontou no cenário musical norte-americano após a 2.ª Guerra Mundial. Burns nasceu em Massachussetts, em 19 de junho de 1922.Ele criou vários sucessos da Woody Herman First Herd. O tromonita Billl Harris também tocava na banda e Burns compôs para ele a peça Bijou em um período em que ele sofria de problemas circulatórios. Igor Stravinsky ouviu e gostou daquele ritmo latino com uma orquestração fresca e brilhante que era nova no jazz.Na órbita de Stravinsky, Burns convivia com Alexis Haieff, que era um protegido de Stravinsky, e com ele estudou composição e arranjos. Isto serviu para que ele se destacasse e figurasse no jazz ao lado de figuras como Duke Ellington, Billy Strayhorn, Gerry Mulligan e Gil Evans, mas também para atuar como um refinado arranjador de música popular. Ele compunha ouvindo Count Basie, Duke Ellington, Jimmy Lunceford e Benny Goodman.Apesar de sua carreira musical ter sido ligada totalmente a Herman, até sua morte, Burns teve um papel predominante como compositor e arranjador de algumas das mais acertadas e famosas produções da Broadway, como Cabaret, em além de assinar dezenas de trilhas sonoras para o cinema. Ele era colaborador constante de Richard Rodgers e trabalhou com Jule Styne e Barbra Streisand em Funny Girl. Ele ganhou o Oscar para por Cabaret (1972) e All That Jazz (1979), e mais para o final da carreira ganhou um Tony para Bob Fosse (1999).Na filmografia do compositor constam obras como: All Dogs Go to Heaven (1989) In the Mood (1987) Perfect (1985) The Muppets Take Manhattan (1984) The Phantom of the Opera (1983) (TV) Kiss Me Goodbye (1982) My Favorite Year (1982) Piaf (1974) A Chorus Line (1985) Urban Cowboy (1980) All That Jazz (1979) New York, New York (1977) Cabaret (1972)

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