Iara Morselli/Estadão
Iara Morselli/Estadão

‘Rádio Estadão’ é premiada pela APCA

Marcel Naves, que comanda a Blitz, foi o melhor repórter de rádio; críticos elegeram os melhores de 2016

Amilton Pinheiro, O Estado

01 Dezembro 2016 | 21h51


“É sempre bom receber um prêmio nessa época do ano”, diz, rindo, Marcel Naves, repórter da Rádio Estadão que ganhou o prêmio de melhor profissional de rádio de 2016, conferido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) em sua eleição dos melhores do ano, na quarta-feira, 30 – foram dez categorias e a premiação acontece em março no Sesc Pinheiros.

Naves comanda a Blitz Rádio Estadão, série de ações em que denúncias enviadas por ouvintes são averiguadas pelo repórter. Começou no final de março e surgiu com o objetivo de aproximar o leitor e o ouvinte do Estadão. “É uma prestação de serviços que atende, em sua maioria, pessoas que vivem nas periferias e nas comunidades, ou seja, a parte da população mais carente de serviços públicos”, diz Naves.

Os ouvintes enviam denúncias e reclamações por e-mail ou WhatsApp para a Blitz, que vai até o local conferir. Os assuntos são os mais diversos, desde problemas com buracos (um dos mais recorrentes), barulhos na vizinhança até poda de árvores que precisam ser feitas. “Depois de colhermos as reclamações da pessoas e de quem entrou em contato com a gente, vamos ao órgão competente para tentar resolver”, comenta Naves.

Dos casos que a Blitz apurou até o momento, 40% foram resolvidos e 100% das reclamações e denúncias chegaram até o órgão competente, relata o repórter, orgulhoso com a sensação de dever cumprido. Os boletins das apurações que Naves faz entram na programação da Rádio Estadão ao vivo a partir das oito da manhã e vai até as 16 horas – depois, entra um material gravado.

Mas nem sempre tudo acontece da maneira como planejado, explica Naves. “Certa vez, estávamos apurando uma invasão no Parque do Carmo quando moradores pediram para gente ir embora para a situação não ficar feia para o nosso lado”, relembra.

Apesar de as dificuldades econômicas enfrentadas pelo País terem afetado a produção cultural, a relação dos ganhadores da APCA comprovam que houve qualidade e diversidade. Na categoria do Cinema, por exemplo, foram premiados o filme Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, e o trabalho da atriz Andréia Horta em Elis, considerado pelos críticos uma interpretação irrepreensível.

Os votantes de Literatura reconheceram o trabalho de Rita Lee que, em uma autobiografia, decidiu se expor de maneira franca. Aliás, 2016 foi um ano favorável para a cantora, que também recebeu o Grande Prêmio da Crítica na categoria Música Popular.

O júri de Televisão premiou a novela Velho Chico, a série Justiça, o ator Marco Ricca pelo personagem Mão de Luva de Liberdade, Liberdade, um bandido nada convencional, e deu o Grande Prêmio da Crítica para Domingos Montagner pelo conjunto da obra, homenagem ao ator que morreu de forma trágica por afogamento, enquanto nadava no Rio São Francisco, em setembro.

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