Quinteto Violado festeja 30 anos em SP

O pernambucano Quinteto Violado vem comemorar os 30 anos de carreira em São Paulo. Toinho Alves (contrabaixo e voz), Dudu Alves (teclados e voz), Ciano Alves (flauta e violão), Roberto Menescal (percussão e voz) e Marcelo Melo (violão e voz) tocam e cantam, na terça-feira, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), na programação do projeto A Música e Suas Raízes.Serão duas apresentações, às 13 horas e às 18h30. O repertório vai contar a trajetória do grupo e um pouco da história da música nordestina, com foco principal na pernambucana. Há músicas de domínio público (Meu São José), frevos de Matias da Rocha (Vassourinha) e Antônio Maria (Frevo n.º 1 do Recife), canções de Capiba (Oh! Bela), armorialismo radical de Antúlio Madureira (Guerreiro), a criação contemporânea - mas que não foge às raízes - de Lenine e Paulo César Pinheiro (Leão do Norte).Os autores mencionados acima são todos pernambucanos - menos Paulo César Pinheiro, carioca e cidadão de todos os Brasis. Mas o Quinteto vai além, mostrando ainda as belas composições dos músicos do grupo, como Noite dos Tambores e Recife, ambas de Toinho Alves e Paes Loureiro.Toinho Alves e Marcelo Melo são os dois reminiscentes da formação original do Quinteto Violado, que foi criado para propor uma música popular de alcance nacional fundada na tradição pernambucana, tratada com rigor técnico e ousadia formal.O primeiro disco do Quinteto trazia uma versão instrumental de Asa Branca (Luís Gonzaga e Humberto Teixeira) em que a modificação de um único acorde dava à música a plena dimensão trágica imaginada pelos autores - acentuava o caráter de lamento, tornava mais claro o desalento e a impotência do narrador. Foi sucesso de público, de crítica e, sobretudo, revelou para os músicos do Sul um dos grupos mais criativos que a MPB fazia surgir naqueles anos de chumbo em que se verificava, também, um vácuo criativo.Hoje, o Quinteto Violado é uma fundação cultural, com sede no Recife, mas de trabalho que abrange todo o teritório nacional. Na contabilidade do gurpo, conta-se 1 milhão de quilômetros percorridos pelas estradas, em direção aos palcos que sempre esperam o cinco cavaleiros da grande música.O Quinteto Violado, sempre preocupado com as manifestações musicais do Nordeste, continua acompanhando os novos movimentos da agitada cena recifense e outras, de que é uma das sólidas referências culturais. E os shows são maravilhosos. Não percam.Quinteto Violado. Terça, às 13 horas e às 18h30. R$ 3,00 (estudantes) e R$ 6,00. Centro Cultural Banco do Brasil. Avenida Álvares Penteado, 112, tel. 3113-3651.

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