Queen Latifah conquista Hollywood

Quando Queen Latifah andar pelo tapetevermelho antes da cerimônia do Oscar, no dia 23, muita gente reconhecerá a estrela por conta de Chicago, pelo qualela foi indicada na categoria de atriz coadjuvante. Muito antesde conseguir um papel no musical, ela garantiu lugar no mundopop ao virar a mais bem-sucedida rapper mulher da história eainda mostrou talento na televisão, no seriado LivingSingle. No último fim de semana, sua nova comédia, BringingDown the House, arrecadou US$ 31,7 milhões. A trajetória darainha até o topo não foi nada fácil. Latifah, cujo nome verdadeiro é Dana Owens, lançou o discoAll Hail to the Queen em 1989, seguindo o caminho aberto porSalt ´N Pepa. Os singles Ladies First e Dance for Meviraram hits instantâneos e ela participou de trabalhos de De LaSoul e Monie Love, mais estabelecidos no mundo do rap. O álbumNature of a Sista, de 1991, ajudou a manter o respeito dacomunidade negra. Logo em seguida, Latifah perdeu o irmão em um acidente demoto (que ele tinha ganhado de presente dela) e entrou em umaespiral de depressão, drogas e bebida. Em 1993, conseguiu reunirforças para gravar o disco Black Reign, cujo singleU.N.I.T.Y lhe rendeu um Grammy e virou seu trabalho maisbem-sucedido. Eu ganhei o Grammy e não ligava, porque estavamuito frágil emocionalmente, disse a cantora recentemente àMTV americana. Na mesma época, ela tentava entrar para o cinema: trabalhouem Febre da Selva, de Spike Lee, e ganhou o papel principalde Set It Off, em que fazia uma criminosa lésbica. Duranteas filmagens do drama, ela chamou atenção por ter sido presa emLos Angeles com maconha e uma arma ilegal (que passou a carregardepois de um assalto em que o guarda-costas levou um tiro). Anotícia repercutiu porque o seriado Living Single faziasucesso na Fox como o primeiro programa dedicado ao públicofeminino negro no país. A série (exibida no Brasil pelo canalSony) ficou no ar durante cinco anos. Em 1998, foi a vez do disco Order in the Court, em queusou o rhythm and blues para mostrar novas habilidades vocais, epartiu para papéis cinematográficos mais maduros, como nosfilmes O Jogo da Sedução, com Holly Hunter, e OColecionador de Ossos, com Denzel Washington. Os filmes nãochamaram atenção do público, mas renderam prêmios e fizeram comque ela ganhasse seu próprio talk-show, também na Fox. Oprograma ficou no ar apenas um ano. No ano passado, ela apareceu no filme Brown Sugar; fez opapel de Mama Morton em Chicago; lançou uma coleção demaiores hits (She´s a Queen: A Collection of Hits); e foipresa novamente, desta vez por dirigir sob influência de álcool.Latifah é, assim, a primeira indicada ao Oscar a estar cumprindoliberdade condicional. Mesmo se não levar a estatueta desta vez, a estrela, que estácom 33 anos, tem um ano garantido pela frente. Bringing Downthe House, em que contracena com Steve Martin, virou sucessoinstantâneo no cinema americano e ela vem sendo convidada parainúmeras aparições hi-profile: apresentou o Soul Train Awards efoi a estrela de Saturday Night Live, no último fim desemana. A música também vai bem: ela tem faixas na trilha sonorade Chicago e na de Bringing Down the House. Em junho,chega ao mercado um novo disco, batizado de First Love. Oreinado deve ir longe.

Agencia Estado,

11 de março de 2003 | 18h13

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