Quatro a Zero faz show de lançamento do primeiro CD

O Quatro a Zero, grupo formado por jovens estudantes que se conheceram nas aulas de música da Unicamp, em Campinas, e que ficou em segundo lugar na sétima edição do Prêmio Visa de Música Brasileira, em 2004, lança primeiro CD, Choro Elétrico, com show no Teatro Crowne Plaza. Eduardo Lobo (guitarra, violão de 7 cordas e bandolim), Danilo Penteado (baixo elétrico e cavaquinho), Daniel Muller (piano elétrico e acústico, escaleta e acordeom) e Lucas da Rosa (bateria e percussão) mantêm da velha escola o bom humor, a variedade rítmica e repertório exemplar."Choro elétrico é a expressão que explica o que o grupo faz", diz Daniel Muller. "Um crítico disse que nosso disco tem caráter de manifesto. Não tínhamos pensado nisso, mas faz sentido. É um disco todo refletido." O resultado entusiasmou o insuspeito violonista Maurício Carrilho, que cravou: "O Quatro a Zero amplia os horizontes do choro sem destruir suas bases e aponta para o futuro reverenciando os mestres de todos os tempos." A grande obra desses mestres ressurge em seu aspecto menos óbvio - seja na escolha de temas ou nos arranjos absolutamente revigorantes de clássicos. No primeiro caso, situam-se Bolacha Queimada e Chiquinha Gonzaga (ambas de Radamés Gnatalli), Carioquinhas no Choro (Altamiro Carrilho) e Atlântico (Ernesto Nazareth). No segundo cabem Sarau para Radamés (Paulinho da Viola), O Vôo da Mosca (Jacob do Bandolim) O Gato e o Canário e Segura Ele (ambas de Pixinguinha). Eles equilibram o repertório com boas composições próprias. Os jovens músicos do Quatro a Zero, que têm entre 22 e 26 anos, envergam uma vertente jazzística e influência assumida de Hermeto Pascoal. Vem daí a tendência a surpreendentes improvisos, como em Sarau, Carioquinhas, O Gato e o Canário e Baile em Catumby (Eduardo Souto), as faixas mais brejeiras do disco, com algumas pitadas de samba-jazz.Quatro a Zero - Teatro Crowne Plaza. R. Frei Caneca, 1.360, 3289-0985. Hoje, 21 horas. R$ 15

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