Quarteto Beethoven faz recitais em SP

Felix Ayo, Alfonso Guedin, Mihai Dancila e Carlo Bruno são alguns dos principais representantes de seus instrumentos em atividade. Juntos, compõem o Quarteto Beethoven de Roma, tradicional conjunto de cordas que volta a São Paulo para uma série de três concertos que encerra o primeiro semestre da temporada na qual a Sociedade de Cultura Artística completa 90 anos. Para cada apresentação na cidade, o quarteto selecionou um programa diferente. Hoje, interpreta o Quarteto com Piano n.º 4 Op. 16 de Beethoven, o Quarteto para Piano e Cordas, de Aaron Copland, e o Quarteto para Piano e Cordas n.º 3 Op. 60. Amanhã, é a vez do Quarteto em Mi Bemol (revisão do quinteto K. 452) de Mozart, o Quarteto para Piano e Cordas em Ré Maior Op. 23, de Dvorak, e o Quarteto para Piano e Cordas em Mi Bemol Maior Op. 47, de Schumann. Por fim, na quarta-feira, aparecem o Quarteto em Fá Maior (revisão do quinteto K. 593), de Mozart, o Quartettsatz, de Mahler, e o Quarteto n.º 2 para Piano e Cordas em Sol Menor Op. 45, de Gabriel Fauré. Em pouco mais de 30 anos de existência (foi fundado em 1970, ano em que se lembrava o bicentenário de compositor), o Quarteto Beethoven tem, hoje, um lugar cativo entre as principais formações de câmara em atividade, seja pelo talento de seus integrantes ou mesmo pelo fato de que seu repertório (obras para três arcos e piano) ainda é relativamente pouco explorado. "Por sua musicalidade, seu rigor, sua sensibilidade e sua competência, o Quarteto Beethoven de Roma é não apenas um soberbo instrumento musical, mas um expoente de civilização", escreveu, certa vez, um crítico europeu após uma apresentação. O espanhol Feliz Ayo e o italiano Alfonso Guedin também participaram - o primeiro como um dos fundadores, o segundo como primeira viola - do célebre conjunto italiano I Musici. Guedin também traz no currículo uma importante colaboração com o maestro Claudio Abbado e o grupo I Solisti della Scala, com quem participou na gravação dos Concertos Brandeburgueses de Bach. Vale a pena ressaltar também que Ayo, Guedin e Dancila utilizam importantes instrumentos antigos: um violino G. B. Gaudagnini, de 1744, uma viola Giovanni Gagliano, de 1800, e um violoncelo Giacomo Ruggerius, de 1717, respectivamente. Ao lado da atividade de solistas e professores em espaços como o Conservatório Giuseppe Verdi de Milão, o Conservatório di Santa Cecilia ou a Academia de Música de Bucareste, os integrantes do Beethoven já entraram em estúdio algumas vezes, inclusive para gravar duas das peças que serão interpretadas em São Paulo: o Opus 47 de Schumann e o Opus 45 de Fauré.Quarteto Beethoven de Roma - De segunda a quarta, às 21 horas. De R$ 40,00 a R$ 100,00. Teatro Cultura Artística, Sala Esther Mesquita: Rua Nestor Pestana, 196, tel: 258-3616.

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