Malin Fezehai/The New York Times
Malin Fezehai/The New York Times

Pusha T traz seu hip hop obsessivo para o Maze Festival, em SP

Primeira edição do festival, realizada na Audio, traz destaque do rap norte-americano e novos nomes da cena nacional

Pedro Antunes, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2017 | 06h01

“Esse vai ser o disco do ano.” 2017 não chegou ao fim e Terrence LeVarr Thornton, o Pusha T, já está de olho no seguinte. É quando ele soltará seu terceiro disco, atualmente chamado de King Pusha, embora isso ainda possa ser mudado. Não é a primeira vez que o rapper, hoje de 40 anos, tem planos grandiosos para o seu trabalho. Se voltarmos no tempo, para 2015, Pusha dizia o mesmo sobre King Push – Darkest Before Dawn: The Prelude. “É isso que eu tento sempre fazer”, explica o rapper, ao telefone, para o Estado. “E não importa quantos discos eu faça, essa será a minha meta. Sempre.” 

Assim, prestes a surfar no hype de lançar um novo disco, Pusha T vem ao Brasil pela primeira vez para participar, neste sábado, 18, do estreante Maze Fest, um festival criado com base na cultura de rua – e, por isso, além de música, há workshops, vendas e exposições de vestuário e campeonatos de skate. 

+++ Coletivo Rimas & Melodias, que une artistas, cantoras, rappers e DJ, lança álbum

Entre as atrações musicais, estão os coletivos Pirâmide Perdida, um time de rappers e MCs que vem do Rio de Janeiro (entre eles, o excelente Luccas Carlos), o Ceia Ent. (no qual integram os rappers Djonga, Pizzol e DonCesão, entre outros), e a excelente Rimas & Melodias (sete rappers e cantoras cujo disco lançado neste ano está entre os melhores do ano). 

Queridinho.

Pusha T não é um novo nome do hip hop – sua carreira começou com o duo Clipse, formado ao lado de No Malice (nome de palco do irmão dele, Gene Thronton), em 1999. Com uma capacidade de rimar sobre beats pouco ortodoxos e dono de um flow cameleônico, ele ganhou notoriedade nos bastidores antes da popularidade que tem hoje.

O álbum de 2015 foi um dos melhores do ano, embora não tenha chegado no topo. Em 2017, participou de dois importantes discos da música pop, com a canção Let Me Out, lançada no disco Gorillaz, chamado Humanz, e em Good Goodbye, do último disco do Linkin Park com a voz de Chester Bennington. As duas aparições fora da cultura do hip hop expõem a rima incomum. 

A vida do rapper mudou quando ele caiu nas graças de Kanye West, um dos maiores (e mais doidinhos) do meio. Impressionou ao participar do disco My Beautiful Dark Twisted Fantasy, de 2010, a obra prima de West. Pusha impressionou e foi colocado como o presidente da gravadora G.O.O.D. Music, também do marido de Kim Kardashian. Agora, West retribui o favor e produz o “futuro disco do ano”. “West está levando o disco para um outro lugar. Está incrível. Eu garanto.” 

MAZE FEST 

Audio. Av. Francisco Matarazzo, 694, tel. 3862-8279. Hoje (sáb., 18), das 14h às 23h. R$ 20 (acesso à feira) a R$ 70 (feira e shows)

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