Público ficará a 4 metros dos Rolling Stones

A três dias do show dos Rolling Stones, o secretário da Segurança Pública do RJ, Marcelo Itagiba, afirmou que a Praia de Copacabana, no Rio, "não é o local mais apropriado" para a realização do evento, considerado "sem paralelo com qualquer outro realizado na cidade". Itagiba disse que suspendeu a folga de policiais militares para contar com o efetivo de 15.610 homens no Estado, dos quais 2.050 trabalharão na orla de Copacabana. Ele defendeu também a criação de legislação que permita a cobrança de um taxa pelo serviço de segurança pública em eventos privados. Esquema - O secretário disse que usará "todo o efetivo possível". A PM vai atuar com cães farejadores, bugres, quadriciclos, cavalos e terá 23 torres de observação de quatro metros de altura, 12 no calçadão e 11 na areia, além das 14 câmeras instaladas na praia. Na operação, serão usadas 707 viaturas, 63 motos, três helicópteros e duas embarcações.A PM informou que haverá "cerco" a pelo menos 23 favelas, desde a véspera do show. A Polícia Civil terá reforço nas delegacias próximas, cerca de 600 homens trabalhando por conta do show e o apoio de um juizado especial criminal montado exclusivamente para o evento. Será instalado ainda um Posto de Comando e Controle na esquina das avenidas Princesa Isabel e Atlântica. Distância de Mick Jagger - O público ficará a cerca de quatro metros do palco móvel, mas será separado por uma barreira de contenção de 1,2 metro de altura, instalada a 60 metros da estrutura para "impedir eventual esmagamento". "Não estamos agindo de forma seletiva, quem age de forma seletiva é quem coloca área VIP. Diferentemente do que está sendo alardeado, não estamos impedindo ninguém de ficar perto. O que acontece é que a pessoa vai ter que dormir lá. Quem chegar tarde vai ficar no Leme", concluiu o coronel Aristeu Leonardo Tavares, porta-voz da polícia.

Agencia Estado,

15 de fevereiro de 2006 | 22h20

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