Público aumenta na terceira eliminatória do Visa

Como comprova a trajetória do Prêmio Visa, reunir intérpretes que vivem em São Paulo é um pré-requisito para ter casa cheia. Anteontem, na terceira eliminatória da oitava edição, que contempla os vocalistas, três das quatro cantoras eram paulistanas. Resultado: o Espaço Promon ficou superlotado, teve fila de espera e tudo o mais. Por conta disso, a produção mudou as regras de distribuição de ingressos (que são grátis) para as próximas semanas. Eles estarão disponíveis para o público das 19h30 às 20 horas. As apresentações começam às 20h30 e os convidados dos candidatos terão seus lugares garantidos só até as 20h15. Além de mais concorrida até agora, a terceira eliminatória foi a que contou com maior número de artistas consagrados na platéia. Estavam presentes Alaíde Costa, Eduardo Gudin, Cida Moreyra, Celso Viáfora, Nilson Chaves. Todos tinham alguma afinidade com pelo menos uma das intérpretes. Estas, por sinal, escolheram bom repertório, item básico, mas que nem todas dão conta de valorizar. E foi o que aconteceu. Tininha Herlander contou com a maior torcida, que reagiu ruidosa e automaticamente a cada uma das quatro canções interpretadas por ela. No entanto, com a voz comprometida por conta de uma febre de 37º (que ela mesma comentou), Tininha ficou aquém da expectativa.A menos conhecida das quatro, a paraense Simone Almeida recorreu a dois sucessos no início de sua apresentação. Dona de belo timbre, saiu-se muito bem no bolero-pop Foi Assim (Paulo André/Rui Barata), popularizada por sua conterrânea Fafá de Belém. Em seguida, baixou o tom para emocionar com a beleza de Todo o Sentimento (Cristóvão Bastos/Chico Buarque), acompanhada apenas do piano, instrumento que deu um toque de glamour e sofisticação a boa parte do programa de três cantoras. Em primeiro plano, como esperava quem já conhecia seu trabalho, ficou Márcia Lopes. A montagem do repertório, a elegância do traje, a sutileza das interpretações, a beleza dos arranjos, o gestual comedido, o senso de humor, a naturalidade do canto, tudo estava no lugar certo. Acompanhada de músicos insuspeitos - Mário Manga (cello e bandolim), Swami Jr. (violão), Fábio Tagliaferri (viola) e Adriano Busko (percussão) -, ela entrou de mansinho com Boa Noite Amor (José Maria de Abreu/Francisco Matoso).Sobre a artificial Shirley Espíndola não há muito o que dizer. Parada no tempo, de voz fraca, inexpressiva, ela patina em redundância sobre a música romântica na qual se acomoda.

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