Psicólogo diz que abuso não é fantasia de criança

O psicólogo que foi a primeira pessoa a relatar a autoridades as acusações de abuso sexual de um menino de 13 anos contra Michael Jackson testemunhou hoje e disse que é "extremamente raro" que uma criança com a idade dele faça falsas alegações. Stan Katz, uma das testemunhas-chave da acusação, foi proibido pelo juiz Rodney Melville de falar diretamente sobre a credibilidade do acusador de Jackson ou se ele acredita que o abuso ocorreu.No entanto, Katz disse que crianças com mais de cinco anos raramente fabricam acusações de abuso. Ele disse que acusadores que mostram ser sinceros às vezes mudam suas histórias e as dramatizam ou exageram, enquanto "crianças que fazem falsas acusações são geralmente confiáveis, com falas quase decoradas". A defesa de Jackson notou inconsistências nos testemunhos do acusador de Jackson Gavin Arvizo, hoje com 15 anos, e de seu irmão mais novo, de 14 anos. Também hoje, a comissária de bordo Cynthia Bell testemunhou e relatou ao júri as vezes em que acompanhou o cantor e o garoto em viagens. Ela disse que Gavin exibia um caro relógio que havia sido presente de Jackson e dizia que o astro pop lhe daria qualquer coisa. (Leia aqui: Testemunha diz que acusador de Jackson é rude). Em um certo momento, o promotor Gordon Auchincloss perguntou a Cynthia se ela alguma vez viu Jackson acariciando o menino. Ela disse que achava que não, mas que viu Jackson com um braço em volta do garoto enquanto ouviam música. Auchincloss perguntou-lhe, então: "O que você define como acariciar?". Ela hesitou, sorriu e disse: "Eu teria que mostrar a você". As pessoas presentes na corte começaram a rir.Jackson chegou à corte hoje sob os gritos de alguns fãs que o aguardavam na rua. O astro pop acenou e jogou beijos ao público. Ele não mostrou sinais da limitação de movimento que exibiu nas últimas semanas após cair em sua casa e machucar a coluna. Jackson, de 46 anos, é acusado de abusar sexualmente de Gavin em 2003 e de dar-lhe bebidas alcoólicas.

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