Promotoria quer mostrar vídeo sobre Jackson ao júri

A promotoria quer que o júri responsável pelo julgamento de Michael Jackson por abuso sexual contra um menino assista ao documentário britânico sobre o astro pop, filme que a defesa denunciou como "completamente editado, de modo muito sensacionalista".Exibido em fevereiro de 2003, Vivendo com Michael Jackson provocou a investigação de levou ao início processo do cantor por abuso de menores. O filme contém seqüências em que o cantor segura as mãos do menino que disse ter sido abusado por ele, e outra em que Jackson, com suas próprias palavras, defende sua prática de deixar que os meninos durmam com ele.Em sua petição para usar o vídeo, a promotoria disse que a transmissão do documentário fez que Jackson e seus conspiradores não acusados seqüestrassem e privassem da liberdade o menino acusador e sua família. O acusador e a família também foram extorquidos para aparecerem em um vídeo de refutação, acrescenta a promotoria."O júri não pode apreciar verdadeiramente a força da motivação das ações desesperadas iniciadas pelo acusado em resposta a Vivendo com Michael Jackson, sem ver o que inspirou a reação", diz a petição apresentada pelo promotor distrital Tom Sneddon.A petição qualificou a transmissão televisiva de "catástrofe de relações públicas para Michael Jackson" e disse que os membros do júri não poderia entender o efeito que teve nele ver o documentário, inclusive os comentários do repórter Martin Mashir e da comentarista Barbara Walters, na versão exibida dos Estados Unidos.O juiz da Corte Superior Rodney Melville cortou várias páginas da petição antes de divulgá-la. Em resposta, a defesa disse que o documentário era uma inadmissível, com produção teatral e que explorava Jackson para atrair telespectadores. "Contém material altamente incendiário com relação a assuntos como o cuidado que o senhor Jackson tem som seus próprios filhos, a cirurgia plástica de Jackson, os assuntos financeiros do cantor, e outros assuntos prejudiciais". A defesa também acusou a promotoria de tentar emplacar o julgamento como "um filme sensacionalista de Hollywood". Jackson, de 46 anos, foi acusado em abril de vários crimes, entre eles abuso de menor, conspiração, cárcere privado e extorsão. Ele se declarou inocente. O julgamento começa segunda-feria, dia 31.

Agencia Estado,

27 de janeiro de 2005 | 12h58

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.