Marcus Steinmeyer
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Projeto Por Acaso, de José Maurício Machline, chega a São Paulo

Na estreia, ele recebe Arnaldo Antunes e Samuel Rosa para bate-papo

Renato Vieira, O Estado de S. Paulo

10 de março de 2020 | 08h00

Por questões de verba, José Maurício Machline tem dificuldade em levar artistas radicados em São Paulo para o projeto Por Acaso, que ocorre no Manouche, espaço intimista do Rio.

A solução para contemplar uma parte significativa da música brasileira contemporânea foi trazer a ideia para São Paulo, de preferência em uma casa que pudesse preservar mesma atmosfera de tranquilidade.

Machline estreia hoje, na Casa de Francisca, a temporada paulistana de Por Acaso, tendo Arnaldo Antunes e Samuel Rosa como convidados. Os ingressos já estão esgotados. 

Na primeira terça-feira de cada mês, ele recebe artistas que compartilham afinidades. Pedro Mariano e Luciana Mello participam da edição de abril e Filipe Catto e Johnny Hooker foram escalados para maio.

Iniciado nos anos 1990 como um programa exibido pela extinta TV Manchete, o Por Acaso foi retomado recentemente em versão com plateia, como um desdobramento do Prêmio da Música Brasileira, do qual é fundador. “Em alguns momentos fomos top ten de audiência com o prêmio na internet. Achamos que estava muito sazonal, precisávamos bolar algo que durasse o ano todo”, conta Machline, que perguntou a alguns artistas qual seria a casa para fazer o projeto em São Paulo. Todos recomendaram a Casa de Francisca.

Depois de se encontrar casualmente com Samuel em um restaurante, Machline convidou o vocalista do Skank para participar da estreia do projeto em São Paulo. 

Conselheiro do Prêmio, Arnaldo também foi convidado. Cada um deles será acompanhado por um músico, enquanto Machline media um bate-papo entre eles e relembra curiosidades de algumas canções.

Machline também pretende aprofundar a relação com São Paulo neste ano. O Prêmio, que ocorre no Rio desde 1988, pode vir “de armas e bagagens” para a capital paulista. A cerimônia de 2019 foi suspensa pela ausência de patrocínio. 

“Nada foi pior do que o ano passado. Os contatos estão fortes para que a gente traga o Prêmio para São Paulo em um formato maior. Estou com muita esperança, São Paulo está com um movimento cultural bem interessante”, afirma.

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