"Primitive" traz Max Cavalera furioso

A revista Rolling Stone deu três estrelas e meia para Primitive, novo disco do Soulfly, a banda de Max Cavalera. Foi pouco. O disco é um petardo, assim como já tinha sido o CD de estréia da nova banda do dissidente do Sepultura.Descontando-se o barroquismo do encarte, o misticismo cada vez mais prolífico e caótico de Max, esse é o mais legítimo representante do novo barulho global, é a transmutação do velho heavy metal em invenção e novidade.O disco abre com a vigorosa Back to the Primitive, na qual Max anuncia mais uma formação à sua banda mutante, que inclui o guitarrista Mikey Doling, o baterista e percussionista Joe Nunez e o baixista Marcelo D. Rapp. Além deles, há a participação de Sean Lennon na faixa Son Song e várias parcerias, como Chino Moreno, dos Deftones.Max reinveste furiosamente contra o conservadorismo das hostes metaleiras, mas também não cede à tentação de fazer um disco de cabecismo. Son Song, a canção mais experimental, mistura em doses o estilo artesanal de Lennon e a pauleira típica do metal.Os uivos de Max soam como uma ameaça constante, potencializados por uma produção cuidadosa e cheia de efeitos - berimbaus, guitarra de 4 cordas e percussões típicas da Jamaica e Brasil. Max vai de Bob Marley a Chico Science (em Mulambo). É um artista movido pela raiva. Primitive - Da banda Soulfly, de Max Cavalera. Roadrunner Records. Preço médio do CD: R$ 18,00.

Agencia Estado,

13 de outubro de 2000 | 18h57

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