Previsão de chuva antecipa show de Madonna em 1 hora

Apresentação de abertura do DJ inglês Paul Oakenfold já começou; multidão ainda chega ao Maracanã

Fabiana Cimieri e Lauro Lisboa Garcia, de O Estado de S. Paulo,

14 de dezembro de 2008 | 18h37

Os portões do Maracanã deveriam abrir às 15 horas, mas o público só teve acesso ao estádio a partir das 17h30 deste domingo, depois que Madonna terminou a passagem de som de seu primeiro show da turnê Sticky & Sweet em terras brasileiras.   Veja também:   Especial Madonna no Brasil Tudo o que você precisa saber para ir aos shows  Galeria de fotos dos fãs à espera do show    Toda vestida de preto, cabelos soltos e óculos escuros, da cantora repassou com sua  banda trechos de músicas do roteiro, como Vogue, Into the Groove, 4 Minutes e Beat Goes On. O público carioca não teve o mesmo privilégio dos chilenos, que já tomavam boa parte do estádio, quando ela ensaiou. No gramado do Maracanã, presentes só o pessoal de serviço, o que, além da chuva fina que caía, a deixou um pouco incomodada.     "Está chovendo, o chão está todo molhado, essas pessoas estão me olhando, não estou conseguindo me concentrar", reclamou a estrela.       Madonna decidiu antecipar o horário do início do show para as 20 horas pontualmente devido à previsão de piora do tempo. A princípio esta seria a hora em que o DJ inglês Paul Oakenfold entraria, mas seu set foi adiantado para as 18h30.       Ainda há muitas brechas no gramado, na arquibancada e cadeiras centrais. Segundo a PM, 25 mil pessoas já estão no local. Do lado de fora, as filas ainda são grandes, e não há registro de tumulto ou ocorrências policiais. A produção não montou nenhum esquema para prevenir possíveis tumultos com a chegada de fãs atrasados.   Ainda há ingressos para alguns setores e apesar disso muitos cambistas também tentam vender ingressos.       Fãs enlouquecidos       Mal os portões se abriram e os fãs corriam feito doidos aos gritos para o gramado, alguns escorregando no tablado molhado e liso que protegia o gramado. "Não acredito que consegui ficar na grade", exultava Camila Moreira, 19 anos, uma das primeiras a entrar no estádio. "Ai, tira uma foto minha?", pede, com o celular em punho.   Ela chegou a uma das enormes filas que se formavam em torno do estádio às 15 horas, "mas já tinha uns amigos guardando lugar desde o meio-dia". Até que nem foi tão "sofrido" assim. "Essa gente que fica acampada é louca. Imagina, eu que cheguei a essa hora já estou aqui no melhor lugar."       A enorme estrutura do palco ocupa um espaço maior do gramado do que da turnê Girlie Show, o que proporciona ao público a satisfação de poder ficar mais perto de seu ídolo. De cara, os dois enormes "M" de Madonna nas laterais enche a vista, assim como os telões, uma espécie de "gaiola" em forma cilíndrica e todo o resto, que parece da altura de um prédio de seis andares.   A predominância de rapazes visivelmente gays e mulheres no Maracanã confirma a tendência mundial.   Mas havia também famílias inteiras, senhoras quarentonas e toda espécie de público não só do Rio, mas vindo de outras cidades, como São Paulo, Recife, Salvador, Goiânia, Brasília, Vitória. Okenfoald entrou no palco às 18h40 e engatilhou uma série de hits de música eletrônica, transformando o Maracanã numa imensa pista de boate gay, com a platéia vibrando a cada virada do DJ.

Tudo o que sabemos sobre:
Madonna no Brasil

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.