Arquivo/AE
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Presidente Dilma deve participar de tributo a Nelson Cavaquinho

Solenidade no Museu da República também terá outros lançamentos em relação à obra do sambista

Lucas Nobile - O Estado de S.Paulo,

25 de outubro de 2011 | 21h00

Outra homenagem justa a Nelson Antônio da Silva, o popular Nelson Cavaquinho, ocorre amanhã, também no Rio, às 19 horas, no Museu da República, em cerimônia que contará com a presença de Nelson Luiz da Silva, único filho vivo do sambista, Dona Nena, viúva de Guilherme de Brito, parceiro mais constante de Nelson, Beth Carvalho, Paulo César Pinheiro, Paulão Sete Cordas, Nei Lopes, Nelson Sargento, Haroldo Costa e Milton Gonçalves.

"Meu pai fez aquele samba lindo, que dizia 'depois que o tempo passar, sei que ninguém vai se lembrar que eu fui embora'. E ele está sendo lembrado, é bonito de ver. Em novembro, até já me mandaram passagem para outra homenagem em Pernambuco, até a Dilma deve ir", conta Nelson Luiz da Silva.

A solenidade no Museu da República também terá outros dois lançamentos importantes em relação à obra do sambista, ambos capitaneados por Afonso Machado. O compositor, arranjador, bandolinista e pesquisador lança o livro Nelson Cavaquinho - Violão Carioca (ND Comunicação) e um disco gravado por seu conjunto, o Galo Preto.

A ideia de escrever o livro surgiu em 2000, quando Afonso começou a fazer uma pesquisa para registrar a obra de Nelson em partituras. Para isso, entrevistou amigos e parceiros do sambista, garimpando histórias - muitas delas pitorescas, marcantes na vida de Nelson.

Sobre o disco, o repertório inclui alguns temas mais obscuros e que se encaixam bem para arranjos instrumentais do brilhante Galo Preto. "O Nelson era um excelente músico. Tinha muita informação de choro, com o que teve contato ainda pequeno, na Gávea, quando começou com o cavaquinho. Isso aparece nas melodias e nas harmonias. Depois, ele largou o cavaquinho e foi para o violão, com aquele jeito particular de tocar (usando apenas dois dedos), bem percussivo", comenta Afonso Machado.

Este ano, Nelson já havia sido homenageado em diversos momentos. No carnaval, a Mangueira prestou seu tributo. Outras lembranças também foram feitas, como os discos da EMI e da Lua Music, além do show recente feito por Adriana Moreira, Karina Ninni, Ilana Volcov e Karine Telles, com Eduardo Gudin, que conviveu com Nelson e, ao lado dele e Roberto Riberti, compôs Euforia."O Nelson era um cara simples. A gente não imaginava que dali pudessem sair músicas com tanta categoria, que podiam ser feitas por Tom Jobim. Era muito original nas letras e nas melodias, muito sofisticadas. Ele vem de uma linhagem de gente que usa o choro no samba, como Elton Medeiros, Cartola, Zé Ketti e Paulinho da Viola", diz Gudin, que conviveu com Nelson e, ao lado dele e Roberto Riberti, compôs Euforia.

"O Nelson era um cara simples. A gente não imaginava que dali pudessem sair músicas com tanta categoria, que podiam ser feitas por Tom Jobim. Era muito original nas letras e nas melodias, muito sofisticadas. Ele vem de uma linhagem de gente que usa o choro no samba, como Elton Medeiros, Cartola, Zé Ketti e Paulinho da Viola", diz Gudin.

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