Prêmio Visa realiza segunda prova

O quarto Prêmio Visa de MPB realiza terça-feira, a partir das 20 horas, na sala Rubens Sverner, do Teatro Cultura Artística, sua segunda prova eliminatória. Por ordem de apresentação, os candidatos são o panista Itamar Assiéri Valente Júnior, do Rio, a dupla de violonistas formadapor Rogério Caetano e Daniel Santiago, de Brasília, o baterista Carlos Ezequiel, de São Paulo e, também de São Paulo, o duo de violão e bandolim de Mário Eugênio e Milton Mori.Cada concorrente apresentará quatro músicas. Oregulamento pede que duas das quatro composições escolhidas sejam números conhecidos, para que o júri possa avaliar a criatividade do instrumentista ao trabalhar sobre temas jáouvidos em outras interpretações. O júri é presidido pelo maestro Nelson Ayres, também responsável pela pré-seleção dos candidatos, e tem no corpo o compositor Arrigo Barnabé, o violonista Ulisses Rocha e o pianista Benjamin Taubkin, além de um jurado convidado.Serão seis provas eliminatórias, com apresentação de quatro candidatos por prova. Os 24 concorrentes foram escolhidos entre os 365 músicos de todo o País que fizeram inscrição. Um candidato inscreveu-se da França e outro dos Estados Unidos - são músicos brasileiros (o regulamento exige que sejam brasileiros ou residentes no País há mais de dez anos) que moram fora - tocarão, como todos, também de acordo com o regulamento, somente música brasileira.Esta edição do Prêmio Visa, que é produzido pela "Rádio Eldorado" e patrocinado pelos cartões Visa, é dedicada a instrumentistas. A edição inaugural do prêmio, realizada em 1998 também contemplava os instrumentistas. A segunda, no ano seguinte, premiou intérpretes vocais. A terceira, no ano passado contemplou os compositores. No ano que vem, deverá voltar a ser dedicada aos intérpretes vocais - e assim por diante.O total de prêmios, este ano, soma R$ 105 mil, dos quais R$ 40 mil serão do primeiro colocado. O grande vencedor terá direito, ainda, a gravar um disco pela "Gravadora Eldorado". Dos 24 participantes da etapa elimiminatória, 12passarão à fase seguinte, a semifinal, realizadas em três dias. A segunda das provas semifinais terá lugar em Salvador. Dos 12 semifinalistas, cinco merecerão participar da finalíssima. Como o Visa é um concurso que premia o conjunto de obra (de interpretações instrumentais ou vocais, de composições), não uma peça (ou uma interpretação) isolada, não é obrigatório queum determinado número de cada noite seja reapresentado na etapa seguinte. O júri fará sua escolha somente após ouvir os 24 candidatos.Pode acontecer, portanto, de nenhum dos participantes de determinada noite de eliminatória ser ecolhido para a semifinal; pode ocorrer o oposto - que todos os de uma eliminatória sejamescolhidos para a semifinal. Não fica descartada a hipótese de empate na finalíssima. O primeiro Prêmio Visa terminou com o empate, em primeiro lugar, do pianista André Mehmari e do contrabaixista Célio Barros.Ao contrário de outros anos, quando os candidatosdeveriam ter menos de 30 anos, esta edição do Visa não fez restrição etária. E não restringe a participação de profissionais - sua intenção é revelar e incentivar os músicos brasileiros. Itamar Assiéri, candidato que se apresentaterça-feira, tem larga experiência em estúdio e palcos, tocando com gente como Rosa Passos, Guinga, Leila Pinheiro, Gonzaguinha e outros. Atualmente, toca com Nana Caymmi.O paulistano Mário Eugênio também é músico bastante conhecido e reconhecido, com um disco, que leva seu nome, indicado para o Prêmio Sharp de Música Brasileira. Rogério Caetano foi aluno de Dino Sete Cordas e participou do Free Jazz,tocando com o bandolinista brasiliense Hamilton de Holanda. Daniel Santiago já tocou com Toninho Horta e Guinga, e Carlos Ezequiel é conhecido no meio musical paulista. O Prêmio Visa pretende que cada um deles possa mostrar sua arte para um público maior.

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