Prêmio Visa faz última eliminatória

O quinteto vocal Banda de Boca, deSalvador, os cantores André de Souza, de São Simão, São Paulo, eWauke Wakabaiashi, do Rio, criado e radicado em São Paulo, e acantora carioca Clarisse Grova são os candidatos da sexta eúltima prova eliminatória do 5.º Prêmio Visa de MPB - EdiçãoVocal. Apresentam-se nesta quarta-feira, a partir das 21 horas, noEspaço Promon. A entrada é franca e os ingressos podem serretirados no local, a partir das 14 horas. Após a apresentação do último candidato, o júri,presidido pelo maestro Nelson Ayres e integrado pela cantoraJane Duboc, pelo violonista Paulo Bellinati e pelo maestro MárioValério Zaccaro, reúne-se para a complicada tarefa de escolheros 12 nomes que passam para a próxima etapa do concurso, asemifinal. A quinta edição do Prêmio Visa recebeu quase 2 milinscrições, vindas de todos os Estados. A equipe de pré-seleçãoescolheu os 24 cantores, cantoras ou grupos vocais que compõem oelenco da primeira fase, eliminatória. Doze deles participarãodas três provas semifinais, a serem realizadas entre os dias 5 e19 de junho. Desses, apenas cinco vão para a grande final,marcada para 19 de julho. O grande vencedor vai receber prêmio em dinheiro de R$100 mil, além de o direito de gravar um disco pela GravadoraEldorado. A soma dos prêmios dá R$ 200 mil. O segundo colocadorecebe R$ 50 mil. O terceiro, R$ 30 mil. Os outros dois, R$ 10mil, cada um.Na segunda-feira, realizou-se a quintaeliminatória. A noite foi aberta pela cantora paulistana CamilaTitinger, que trouxe ao palco, como convidado especial, osanfoneiro, cantor e compositor Dominguinhos. Foi mais um aval,entre os muitos que Camila tem merecido. Ela precisa do aval. Tem apenas 12 anos e poderia passar, como acontece com artistas mirins, em geral, por personagemexótico. Não é. Trata-se de uma excelente cantora, intérpretesurpreendentemente madura de temas complexos como Luíza, deTom Jobim, O Circo Místico, de Edu Lobo e Chico Buarque.Camila enfrenta a prova com seriedade. Eventualmente, agesticulação adolescente destoa da firmeza vocal. O resultado,porém, é harmonioso e pleno. De Minas Gerais veio o candidato seguinte, Renato Motha,também impecável, mas cursando outras águas. Renato é compositore, nessa qualidade, participou da terceira edição do Prêmio Visa, ficando em terceiro lugar. Tem voz profunda, à maneira dos conterrâneos (ecos deMilton, como é inevitável, lembranças de Paulo Sérgio Santos, degeração intermediária à de Milton e de Renato), e começou suaapresentação por Minas, com uma das mais belas composições deAry Barroso - No Rancho Fundo, parceria com Lamartine Babo. A canção já foi muito bem e muito mal interpretada. Édaquelas quase de domínio público. Renato, sem modificá-la,encontrou sua maneira de abordá-la, a um tempo sóbria eapaixonada. Outra recriação relevante foi a do Samba daBênção, de Baden Powell e Vinícius de Morais. Foi uma noite de candidatos muito diversos entre si. Aterceira voz foi a da carioca - radicada em Chicago - ClariceAssad, que se acompanhou ao piano destro, ágil, sofisticado.Piano e canto são inseparáveis, completam-se nas respirações,nas inflexões, e o canto faz jogo de contrastes - corte brusco eglissando, nota seca e blue note, em números clássicos tratadosde forma muito pessoal. Encerrando, o paulistano Marcelo Pretto mostrou oresultado de suas pesquisas com repertório tradicionalbrasileiro e fez o público cantar as respostas do refrão doesquecido - que deveria ser inesquecível - coco Por Onde Vai,Valente?, de Manezinho Araújo.Serviço - 5.º Prêmio Visa de MPB - Edição Vocal. Quarta-feira, às21 horas. Entrada franca (os convites devem ser retirados apartir das 14 horas). Espaço Promon. Avenida JuscelinoKubitschek, 1.830, tel. 3274-6771

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