Prêmio Visa faz sua terceira eliminatória

Duas atrações do Rio e duas de São Paulo dividem hoje o palco do Espaço Promon na terceira eliminatória do 7.º Prêmio Visa de Música Brasileira - Edição Instrumental. Reflexo do desenvolvimento do aprendizado musical nos grandes centros, paulistas e fluminenses são predominantes no concurso, o que de maneira alguma influencia no resultado final. "Cada apresentação é sempre uma incógnita", ressalta Isabel Borba, diretora da Rádio Eldorado, organizadora e realizadora do prêmio patrocinado pela Visa do Brasil. O que há de concreto é o alto nível dos candidatos, como demonstraram os concorrentes que tocaram nas duas primeiras eliminatórias, na semana passada. As atrações de hoje, pela ordem de apresentação, são a dupla carioca Dirceu Leite (sax, clarinete e flauta) e o violonista Gabriel Improta; o também carioca Alexandre Gismonti, violonista que vai fazer sua parte sozinho; o quarteto Choro Elétrico: 4x0 (lê-se quatro a zero), de Campinas; e por fim a dupla de violonistas paulistanos Luizinho 7 Cordas e Euclides Marques. Todos têm um currículo respeitável e grau de credibilidade suficiente para acirrar a disputa desta noite. Vai ser curioso, por exemplo, comparar as duas versões programadas para O Vôo da Mosca, de Jacob do Bandolim. Com diferentes composições, Radamés Gnattali e Ernesto Nazareth também serão visitados duas vezes e de formas distintas. Dirceu Leite já acompanhou grandes nomes da MPB - como o Quarteto em Cy e Martinho da Vila - em discos e shows. Na profissão há dez anos, Gabriel Improta, como Leite, já compôs trilhas sonoras para televisão e está produzindo o novo CD, que deve sair ainda este ano pela Biscoito Fino. A dupla vai tocar hoje, entre outros, O Vôo da Mosca (Jacob do Bandolim) e Corrupião (Edu Lobo). Alexandre Gismonti é filho do glorioso Egberto Gismonti. Aos 22 anos, já acompanhou o pai em diversos shows e festivais pelo Brasil e no exterior. O interesse por um amplo universo de expressões musicais, no qual inclui o flamenco e o jazz, é uma notória herança paterna. Aluno de Turíbio Santos e Marco Pereira, ele executa hoje no Visa uma composição própria (Canção da Viola), duas de Egberto (Alegrinho e Loro), entre outras.Eduardo Lobo (guitarra e bandolim), de 23 anos, Danilo Penteado (baixo), 21 anos, Daniel Müller (piano e escaleta), 24 anos, e Lucas da Rosa (bateria e percussão), 25 anos, formaram o grupo Choro Elétrico: 4x0 em 2001, mas já passaram pelo crivo de especialistas exigentes e vêm sendo saudados como uma das grandes revelações recentes no gênero. Além de composições próprias, vão tocar clássicos como O Gato e o Canário (Pixinguinha/Benedito Lacerda) e O Vôo da Mosca (Jacob do Bandolim). Luizinho 7 Cordas e Euclides Marques tocam samba e choro juntos há três anos. O veterano Luizinho dispensa apresentações para os fàs do samba e do choro. Ele já tocou com grandes nomes da MBP, como Cartola, Martinho da Vila, Clara Nunes e Arthur Moreira Lima, que o ajudou a se projetar nos anos 70. Luizinho é considerado um dos melhores violonistas de sete cordas no Brasil, ao lado de outro mestre, Dino 7 Cordas. Hoje ele divide as cordas com Luizinho em Turuna (Ernesto Nazareth) e Samba do Avião (Tom Jobim/Vinicius de Moraes), entre outras canções.7.º Prêmio Visa de Música Brasileira ? Edição Instrumental - Hoje, no Espaço Promon, Avenida Juscelino Kubitschek, 1.830, às 21 horas. Telefone: 2108-6771. Grátis (os convites poderão ser retirados a partir das 14 horas). Outras informações no site www.premiovisa.com.br.

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