Prêmio Visa de MPB apresenta última semifinal

O 3.º Prêmio Visa de MPB - Edição Compositores apresenta dia 05 de junho a terceira e última semifinal. A apresentação dos quatro candidatos começa às 21 horas, no Teatro Cultura Artística (Rua Nestor Pestana, 196). O ingresso é gratuito e pode ser retirado na portaria do teatro até a hora do início do espetáculo. Sim, são espetáculos, embora sejam provas de um concurso. Os candidatos representam a melhor fatia da produção musical popular brasileira.Depois da apresentação, o júri reúne-se para decidir quais serão os cinco finalistas. A final vai ser realizada no dia 8 de julho. Os candidatos concorrem a prêmios no valor de R$ 87.500 e o vencedor terá ainda o direito de fazer um disco pela Gravadora Eldorado. O Prêmio Visa é uma produção da Rádio Eldorado, com patrocínio dos cartões Visa.Em sua primeira edição, o Prêmio Visa revelou jovens instrumentistas. Têm, já, carreira assegurada e prestígio musical os dois jovens vencedores, que ficaram empatados em primeiro lugar - o pianista André Mehmari e o contrabaixista Célio Barros. Outro dos finalistas que ganhou prestígio nacional imediato foi o bandolinista Hamilton Holanda.Em seguida, o Prêmio Visa realizou uma edição dedicada aos intérpretes vocais. Ganhou a cantora Mônica Salmaso. Como sempre fez parte do regulamento, ela ganhou ainda o direito de fazer um disco pela Gravadora Eldorado. Fez Voadeira, considerado pela crítica um dos melhores CDs do ano passado e mais: um dos grandes discos cantados da década.A idéia é, no próximo ano, reiniciar o ciclo, com um 4.º Prêmio Visa novamente dedicado aos instrumentistas.Os candidatos de hoje são Mário Gil, a dupla Zé Beto Corrêa e Bartholomeu Mendonça e Renato Motha, todos mineiros, e ainda Chico Pinheiro, paulista. Eles disputarão as cinco vagas da final com Flávio Henrique, a dupla Felipe Radicetti e Marcelo Biar, Lincoln Antônio e Rafael Altério, que se apresentaram na primeira semifinal, e com a dupla Simone Guimarães e Cristina Saraiva, Clayton Prósperi, Dante Ozzetti e Sérgio Santos, os candidatos da segunda semifinal.É bom ressaltar que, desses nomes, seis estão classificados para o Festival da Música Brasileira, da Globo: Chico Pinheiro, Felipe Radicetti e Marcelo Biar, Rafael Altério, Cristina Saraiva, Dante Ozzetti e Sérgio Santos. O que reforça a afirmativa: o elenco do Prêmio Visa representa a nata da produção da música popular.Para contar mais um pouco da história da edição compositores do Prêmio Visa: inscreveram-se 2.754 compositores, de pontos diversos do País. A comissão de pré-seleção escolheu os 24 que participaram da fase eliminatória; desses, foram eleitos os 12 da etapa semifinal, que termina amanhã à noite. Para a seleção, o Visa conta com um júri fixo, presidido pelo maestro Nelson Ayres e integrado pelos compositores Arrigo Barnabé e Théo de Barros, pela cantora Cida Moreira e pelo professor de literatura Augusto Massi. A cada noite, junta-se a esse grupo um jurado convidado.Pelos critérios do Visa, que são diferentes dos outros festivais de música, não se julga uma canção, mas o conjunto de composições apresentado pelos concorrentes. Cada um deles inscreveu-se, obrigatoriamente, com quatro músicas, que foram apresentadas na fase eliminatória; os que passaram para as semifinais ficaram obrigados, pelo regulamento, a mostrar pelo menos mais duas músicas novas (vários escolheram substituir todo o repetório e apresentar outras quatro novas, nas semifinais). E para a finalíssima, no mínimo mais uma canção nova precisa ser mostrada - mas, se o concorrente assim o desejar, pode mudar outra vez todo o repertório.Dessa forma, o júri terá ouvido, na finalíssima, no mínimo sete composições de cada concorrente. Sobre a obra tomará as suas - difíceis - decisões. O primeiro candidato de amanhã, Mário Gil, tem dois discos gravados, o último deles, Contos do Mar, um trabalho temático, sobre o mar, com letras de Paulo César Pinheiro. Uma das músicas desse disco, Anabela, que, por sinal, vai ser apresentada amanhã, foi gravada por Mônica Salmaso no já mencionado CD Voadeira.Zé Beto Corrêa e Bartholomeu Mendonça trabalham em dupla há sete anos, são vencedores de inúmeros dos festivais anualmente realizados no interior (estão concorrendo, neste ano, no de Tatuí) e dividem a obra entre as modas caipiras e as canções seresteiras, sempre com intensa expressão lírica. Renato Motha tem três discos gravados e ganhou prêmios como compositor, arranjador e instrumentista. Sua música remete àquela corrente mineira do Clube da Esquina, reinventando a sintaxe definida pelo grupo que ser reunia em torno de Milton Nascimento.Chico Pinheiro, violonista de méritos e melodista de linguagem muito própria, fez cursos de música no interior, ganhou prêmios, gravou com e fez arranjos para Chico César e Jair Rodrigues, entre muitos, e é um dos mais jovens concorrentes do Visa. À noite, saberemos quem deles estará na grande final.

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