Prêmio Shell homenageia o maestro Moacir Santos

O momento mais emocionante da 26.ª edição do Prêmio Shell de Música, entregue na noite de terça-feira, na Casa França Brasil, no Rio, foi quando a viúva do maestro e compositor Moacir Santos, Cleonice, tirou o filho, Moacir Júnior, para dançar ao som de Coisas n.º 1. Era uma homenagem póstuma ao saxofonista que ajudou a criar a bossa nova e a divulgá-la no mundo, mas morreu em agosto, aos 80 anos, um mês depois de escolhido para receber o troféu deste ano, pelo conjunto da obra. A atriz e cantora Talma Freitas (filha do pianista Laércio de Freitas) foi mestre de uma cerimônia enxuta, em que o vice-presidente da Shell para a América Latina, Evandro Gueiros, falou pouco, assim como o filho do homenageado, que subiu ao palco para receber o troféu. A vasta obra de Moacir Santos foi tocada por uma orquestra de 16 músicos, liderados por Mário Adnet e Zé Nogueira. Os dois, desde 2000, trouxeram de volta o compositor ao País, lançando dois álbuns, Ouro Negro, com suas músicas antigas, e Choros e Alegria, registro de sua produção recente.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.