Marcos de Paula / Estadão
Marcos de Paula / Estadão

Prêmio da Música Brasileira faz homenagem aos sambas de São Paulo, Rio e Bahia

Medalhões como Ney Matogrosso, Cauby Peixoto e Wilson das Neves levam estatuetas

Roberta Pennafort / RIO, O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2014 | 20h43

Em noite de bodas de prata, o 25º Prêmio da Música Brasileira distribuiu, na noite de quarta-feira, troféus entre veteranos - Cauby Peixoto, Ângela Maria, Wilson das Neves, Edu Lobo e Ney Matogrosso, além do bandolinista Hamilton de Holanda e da cantora amapaense Patricia Bastos ganharam dois cada.

Cauby e Ângela não compareceram. Das Neves, escolhido por seu 'Samba para João', com Chico Buarque (melhor canção) e melhor CD de samba, 'Se me Chamar, Ô Sorte', se emocionou ao ser aplaudido por um Teatro Municipal de pé.

"Deus é bom e meus parceiros também. Ganhei na primeira edição, em 1988, como sambista revelação. É o Municipal que está vindo para o samba, e não o samba para o Municipal", comemorou ele, às vésperas dos 78 anos.

Marginalizado no início do século 20, o gênero mais brasileiro foi louvado no templo da alta cultura por representantes de diferentes gerações. O samba da Bahia, do Rio e de São Paulo foram prestigiados. A abertura reuniu os baianos Gilberto Gil e Mariene de Castro (É Luxo Só/O Escurinho); seguiram-se alicerces como Beth Carvalho, Zeca Pagodinho e Riachão.

O momento mais luminoso foi o do duo da beninense Angélique Kidjo com o pagodeiro Péricles cantando 'Sinfonia da Paz' e 'Canto das Três Raças'; ela, em iorubá, fazendo a conexão entre o legado da escravidão e o surgimento do samba.

A categoria mais incensada, MPB, rendeu troféus a Edu Lobo (pelo CD com a Metrópole Orkest, da Holanda), Boca Livre (melhor grupo), Milton Nascimento (cantor) e Maria Bethânia (cantora). Ney Matogrosso, incluído na categoria pop/rock/reggae/hip hop/funk, ganhou pelo CD Atento aos Sinais e como melhor cantor.

Na categoria regional, Patricia Bastos levou pelo CD Zulusa e como cantora. "Um prêmio desse dá visibilidade no Brasil inteiro. É muito difícil sair do Amapá", dizia, após a festa.

A reedição do clássico CD 'Arca de Noé', capitaneada por Dé Palmeira e Adriana Calcanhotto, foi vencedora pelo projeto visual e como álbum infantil.

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