Prefeitura libera show do Pearl Jam no Pacaembu

O show da banda norte-americana Pearl Jam, nos dias 2 e 3 de dezembro deverá ser realizado mesmo no Estádio do Pacaembu. O local foi liberado pela Prefeitura por oferecer mais segurança. Estima-se que mais de 40 mil pessoas vão assistir à apresentação e a Arena Skol Anhembi, cogitada como alternativa ao Pacaembu, não tem segurança suficiente para um público tão grande.Para não causar os habituais transtornos aos moradores da região, a apresentação será feita até as 21h45. Fiscais da Subprefeitura da Sé e guardas-civis impedirão que ambulantes montem suas barracas na Praça Charles Miller e nas imediações. Nesses locais também será proibido estacionar. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) criará bolsões de estacionamento fora do bairro.Mesmo com as mudanças, a decisão da Prefeitura desagradou à presidente da Associação Viva Pacaembu por São Paulo, Iênidis Benfatti. "Às 16 horas, o doutor Andréa (Matarazzo, subprefeito da Sé), me telefonou e me informou a respeito das medidas", disse. "Não concordei, pois a Prefeitura vai desrespeitar a lei. Aqui é permitido ruído de até 50 decibéis durante o dia e de até 45 à noite. Qualquer show ultrapassa esse limite, seja de dia ou de noite."Para Iênidis, a retirada dos camelôs na região é uma obrigação da Prefeitura. "Não estão nos fazendo nenhum favor." A empresa promotora do show, CIE (sigla de Corporación Latinoamericana de Entertenimiento) não quis comentar a decisão, que ainda será anunciada oficialmente pela Prefeitura. Mas pretende realizar uma coletiva de imprensa sexta-feira.Uma fonte da Prefeitura informou ontem que o show do Pearl Jam no Pacaembu será uma "experiência" para eventos futuros. "Não tem sentido jogar um show dessa importância na Arena Skol, cuja capacidade é menor e não oferece o conforto do Pacaembu. São Paulo é uma cidade global", disse a fonte. "Mas é preciso impor regras rígidas para que o empresário cumpra a legislação."Até a passagem de som terá horário pré-determinado. O empresário deverá desmontar tudo no dia seguinte, no horário comercial, e compromete-se a pagar os custos da operação da CET.

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