Tiago Queiroz / Estadão
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Prefeitura estima que Virada teve três milhões de pessoas

Para secretário André Sturm, 14ª edição do evento foi positiva. "Eu não tenho conhecimento de nenhum crime. Foi uma Virada Cultural bem tranquila"

João Paulo Carvalho, O Estado de S.Paulo

20 Maio 2018 | 21h46

O secretário Municipal de Cultura André Sturm considerou positiva a realização da 14ª edição da Virada Cultural. Segundo ele, a estimativa é de que 3 milhões de pessoas tenham ido ao evento na capital paulista neste fim de semana. "Ainda não temos 100% de confirmação, mas sabemos que o resultado, tanto em termos de número de pessoas quanto de estrutura, foi muito positivo", disse Sturm em coletiva de imprensa realizada na noite deste domingo, 20, na região central da cidade.

 

Ainda de acordo com o secretário, não houve registros de incidentes graves durante a realização do evento. A única ocorrência teria sido a depredação e a pichação de um carro da Polícia Civil que estava estacionado na avenida São João na madrugada de domingo. "Os números serão divulgados em breve. Eu não tenho conhecimento de nenhum crime. Foi uma Virada Cultural bem tranquila", afirmou.

Questionado pela reportagem do Estado sobre a mudança de localização de dois palcos que estavam mais próximos do edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou na madrugada do dia 1° de maio e deixou ao menos sete mortos, Sturm disse que foi apenas uma questão de bom senso: "Nós mudamos os palcos de lugar. Foi o máximo que conseguimos fazer. Acho que o fato das pessoas virem para a região central pode ter um efeito positivo para que elas vejam a dura realidade de quem mora nas ruas da cidade", declarou.

Dois pontos que estariam mais próximos ao local da tragédia, no Largo do Paiçandu, tiveram novos endereços na Virada Cultural. O chamado Palco do Circo, que ficava em frente à Galeria do Rock, foi para a Rua Dom José Gaspar. O outro tablado, colocado quase em frente ao do Circo, foi para a esquina da São João com a Avenida Duque de Caxias.

Erros e acertos. Ainda de acordo com Sturm, o palco montado na zona leste da cidade não teve uma aprovação satisfatória. "O Palco do Itaquerão não funcionou. Vamos avaliar depois com mais cuidado. Não sabemos por que não deu certo."

O ponto positivo, segundo Sturm, foi a limpeza das ruas, que começou pouco depois das 18h, quando boa parte dos shows da Virada já haviam chegado ao fim. "Neste ano a limpeza vai ser bem rápida. Não queremos que as ruas amanheçam sujas e cheias de lixo", declarou o secretário.

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