João Paulo Carvalho/Estadão
João Paulo Carvalho/Estadão

Policial militar e guarda civil trocam tiros na saída do Rock in Rio

Depois do primeiro disparo, confusão e gritos tomaram a frente da comunidade Vila Autódromo

Guilherme Sobota, João Paulo Carvalho e Pedro Antunes, O Estado de S. Paulo

28 de setembro de 2015 | 11h48

(Atualizada às 16h16) RIO - Faltavam quatro minutos para as 4h quando o primeiro tiro foi disparado. Partiu da arma de um policial militar à paisana, em direção a um guarda civil, na madrugada deste domingo, 27, para segunda-feira, na saída da Cidade do Rock, arena montada para a realização do Rock in Rio, em Jacarepaguá. 

Depois do primeiro disparo, confusão e gritos tomaram a frente da comunidade Vila Autódromo, localizada logo ao lado da Cidade do Rock. Mais tiros, desta vez com bala de borracha. A reportagem do Estado contou 5 deles, enquanto passava no local logo no momento do fato. 

De acordo com o registro da ocorrência feito na 16ª DP da Barra da Tijuca, o policial, visivelmente alterado, utilizou a arma para ameaçar ambulantes que vendiam água no entorno da Cidade do Rock. O caso aconteceu próximo a uma viatura da GM-Rio e os agentes tentaram acalmar o PM, pedindo para que baixasse a arma. Após ser abordado pelos agentes, o policial também passou a ameaçá-los com a arma, que estava engatilhada.

Ambulantes que vendiam cerveja, água e refrigerante no local contaram que o policial militar, vestido com uma camiseta do Flamengo, se desentendeu com outro vendedor e, ao ser abordado por um Guarda Civil, fez o primeiro disparo, que acertou a mão do agente municipal.

O policial também foi atingido pelas balas de borracha e rapidamente foi imobilizado por outros oficiais da Guarda Civil. Começou então uma discussão entre os agentes.

O policial militar foi colocado em um micro-ônibus e, após um empurra-empurra, foi direcionado para o 16 DP da Barra. O oficial atingido na mão foi levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, também na Barra, e passa bem. 

O sangue, contudo, ficou ali, marcando o caminho de terra batida que conduzia o público da Estação Rock in Rio do consórcio de ônibus BRT até a Cidade do Rock. A confusão impediu algumas pessoas de saírem do festival por alguns minutos, o suficiente para que eles perdessem a condução até o Terminal Alvorada. 

Em nota oficial enviada ao Estado, a Polícia Militar do Rio de Janeiro afirmou que foi feito "um registro de resistência, ameaça e lesão corporal praticados por um policial militar". O guarda municipal foi autuado por lesão corporal. As armas de ambos foram encaminhadas à perícia e a polícia irá analisar o caso com o uso de imagens de câmeras de segurança instaladas no local. 

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