Polícia tenta ouvir médico pessoal de Michael

Murray, médico pessoal de Jackson, está desaparecido desde o falecimento do "rei do pop", cuja autópsia, realizada na sexta-feira, não esclareceu as causas da morte

EFE

27 de junho de 2009 | 03h10

A Polícia de Los Angeles procura o médico Conrad Murray, uma das principais testemunhas da morte de Michael Jackson e cujo depoimento deve ajudar a esclarecer o ocorrido no falecimento do cantor.

 

Murray, médico pessoal de Jackson, está desaparecido desde o falecimento do "rei do pop", cuja autópsia, realizada na sexta-feira, não esclareceu as causas da morte.

 

O médico falou com a Polícia de Los Angeles na própria quinta-feira, data da morte, mas está em paradeiro desconhecido desde então, e agora as autoridades querem entrar em contato com ele mais uma vez.

 

Uma porta-voz da Polícia disse na sexta-feira que o carro do médico foi rebocado da residência de Michael, "porque poderia conter medicamentos ou outras evidências que podem ajudar na investigação".

 

O site "TMZ" divulgou a gravação da ligação de emergência feita da casa de Michael para solicitar uma ambulância.

 

No telefonema, um homem dizia, apressado, que o cantor não respirava nem estava consciente, e que seu médico pessoal esteve o tempo todo esteve a seu lado, em alusão a Murray.

 

"Ele precisa de ajuda, não respira, tentamos reanimá-lo, mas não responde", disse uma pessoa não identificada na residência de Michael. Jackson, quem acrescentou: "Temos aqui um médico pessoal junto a ele, mas ele não responde a nada, nem à reanimação cardiopulmonar", afirmou o homem.

 

Antes do início da autópsia, membros da família Jackson tinham assegurado que o cantor recebeu "uma grande dose de morfina" pouco antes de sua morte, segundo o "TMZ".

 

Murray, que poderia ter aplicado essa injeção em Michael, enviou recentemente uma carta a seus pacientes na qual anunciava que deixaria de tratá-los indefinidamente, de acordo com o "TMZ".

 

"Estou muito triste por deixá-los neste ponto, mas por favor saibam que minha ausência não é permanente", disse o médico na carta.

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