Polícia russa detém ativistas que defendiam integrantes da Pussy Riot

A polícia russa deteve ativistas que protestavam nesta sexta-feira contra a prisão da banda de punk Pussy Riot, em uma manifestação programada para acontecer no Dia Internacional da Mulher.

GENNADY NOVIK, Reuters

08 de março de 2013 | 14h05

O grupo de arte de rua Voina disse em seu blog que cerca de 10 pessoas foram levadas pela polícia de choque em uma pequena demonstração de apoio a Maria Alyokhina, 24, e Tolokonnikova Nadezhda, 23, as integrantes da banda presas.

A polícia de Moscou disse à Reuters que hou detenções, mas se recusou a dizer quantas pessoas. Um cinegrafista da Reuters viu quatro pessoas serem levadas para carros da polícia.

O protesto foi concebido como uma demonstração de uma pessoa, para a qual não é necessária autorização. Ativistas se revezaram na frente da Penitenciária Federal com cartazes exigindo liberdade para Alyokhina e Tolokonnikova.

Todas as integrantes da banda, incluindo a já liberada Yekaterina Samutsevich, 30, pertenciam ao Voina.

A imprensa russa relatou que as prisões foram feitas quando outras pessoas começaram a segurar cartazes.

O Voina disse que após as detenções a polícia permitiu que a demonstração de uma pessoa continuasse.

Alyokhina e Tolokonnikova estão cumprindo dois anos de prisão após serem condenadas em agosto de vandalismo motivado por ódio religioso, ao cantarem uma "oração" anti-Kremlin no início do ano passado na principal catedral ortodoxa russa de Moscou.

Samutsevich foi liberada em outubro, após seu advogado argumentar que ela não tinha participado da performance, porque foi detida pelos guardas antes que pudesse começar a tocar seu violão.

Alyokhina teve um pedido de libertação antecipada recusado e Tolokonnikova acaba de solicitar, informou a imprensa russa. Quando perguntado na quinta-feira se as duas deveriam sair em condicional, o presidente Vladimir Putin se recusou a comentar.

"Não cabe a mim, mas sim aos procedimentos e à legislação aplicável", disse Putin, segundo a mídia russa.

Ele afirmou que não se lembrava de comentar sobre o caso Pussy Riot antes. "Talvez eu comentei, mas hoje eu não quero", acrescentou.

Em outubro, Putin chamou a sentença contra a banda de justa. "Elas queriam isso, elas conseguiram", disse ele ao canal de televisão NTV, em uma entrevista na época.

Nesta sexta-feira, outra demonstração de uma pessoa foi organizada por mães, esposas, irmãs e amigas de membros da oposição presos depois dos protestos na véspera da posse de Putin em maio. Nenhuma detenção foi relatada.

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