Polícia emite ordem de prisão contra Jackson

A polícia emitiu uma ordem de prisão contra Michael Jackson por "múltiplas" acusações de abuso de menores e pediu ao astro pop que se renda e que entregue seu passaporte, disseram as autoridades hoje, durante uma coletiva de imprensa."Neste momento está sendo dada ao senhor Jackson a oportunidade de entregar-se ao Departamento de Polícia de Santa Bárbara, dentro de um período específico de tempo", disse o chefe policial Jim Anderson. "Estamos colaborando com os representantes legais do senhor Jackson nesta questão", acrescentou. "Creio que ele está disposto a cooperar conosco". Segundo Anderson, "em um período muito curto de tempo as acusações serão formalizadas contra o senhor Jackson".A fiança de Jackson superaria os U$ 3 milhões, disse Anderson. O policial Thomas W. Sneddon Jr. não divulgou detalhes sobre os possíveis delitos do cantor, mas disse que só havia uma vítima e que essa vítima cooperava com as autoridades. A polícia apenas divulgou a idade da vítima: 12 anos.Em 1993, Jackson enfrentou uma investigação por abuso de menor, mas não foram formuladas acusações formais, porque o menino recusou-se a prestar depoimento. O que se diz sobre o caso é que Jackson pagou vários milhões de dólares para fazer um acordo com a família, mas o cantor manteve sua inocência.A ordem de prisão deste novo caso está baseada em acusações de violação de uma lei da Califórnia que proibe todo ato lascivo contra menores de 14 anos. Uma condenação nesses casos recebe pena que varia de três a oito anos de prisão. Cerca de 70 políciais dirigiram-se ao rancho Neverland ("Terra do Nunca") de Michael Jackson ontem, com uma ordem de busca e procuraram provas durante mais de 12 horas. As autoridades também apresentaram ordens de busca em outras duas localidades no sul da Califórnia, segundo Anderson, mas não divulgou que locais eram essesUm porta-voz do artista, Stuart Backerman, disse à Associated Press que estava em contato com os advogados do artista e que emitiria uma declaração ainda hoje sobre o caso.Michael Jackson, que estava em Las Vegas quando a ordem foi executada denunciou a cobertura noticiosa do caso em um comunicado entregue à AP por seu porta-voz Stuart Backerman: "Tenho visto advogados que não me representam falando por aí. Este tipo de personagens sempre aparecem com terríveis acusações, justamente quando sai no mercado um novo álbum", disse o comunicado de jackson em referência à estréia de seu disco Number Ones. Backerman negou-se a comentar as acusações e disse que nem ele nem Jackson tinham conhecimento da investigação.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.