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Polícia apreeende carro de médico pessoal de Michael Jackson

Veículo contém medicamentos e outras evidências que podem esclarecer a morte repentina do 'Rei do Pop'

Reuters e Efe,

26 de junho de 2009 | 14h26

A polícia de Los Angeles apreendeu nesta sexta-feira, 26, o carro do médico particular do cantor Michael Jackson, morto na quinta após sofrer uma parada cardíaca. O veículo estava na casa do astro pop e, segundo as autoridades, contém medicamentos e outras provas sobre a morte do cantor.

Segundo a porta-voz do departamento de Polícia Karen Rayner, o médico, cuja identidade não foi revelada, será interrogado, mas não está sob investigação. "O veículo foi apreendido porque pode conter provas que podem ajudar a determinar a prova da morte", disse.

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A autopsia no corpo do cantor deve durar várias horas e outros exames devem determinar se houve overdose de medicamentos. Familiares do cantor disseram ao site "TMZ" que Jackson tomava Demerol, um analgésico à base de morfina, e que uma dose muito alta o teria matado.

O pai do artista, Joe Jackson, queria levar seu filho recentemente a um centro de reabilitação em Palmdale, na Califórnia, por considerar uma "dependência" de morfina e medicamentos com prescrição médica.

Outros membros da família disseram que o cantor não estava preparado para fazer os próximos shows previstos para julho, por causa do uso dessas substâncias. Representantes da turnê, prevista para começar no dia 17 de julho, disseram ao "TMZ" que Michael geralmente se encontrava em estado "letárgico" e chegava tarde aos ensaios.

'Jornada autodestrutiva'

O porta-voz de Michael Jackson, o advogado Brian Oxman, disse hoje que a morte do cantor "não foi inesperada", em razão "dos medicamentos que ele tomava". Amigo da família, Oxman disse à CNN que se preocupava com o uso de remédios pelo astro, e que os membros da equipe dele facilitavam o acesso do cantor às substâncias. "Se você acha que o caso de Anna-Nicole Smith foi um abuso, não foi nada em relação ao que vimos na vida de Michael Jackson", afirmou o porta-voz no hospital onde os membros da família Jackson se reuniram. Smith, modelo da revista "Playboy", morreu de overdose em fevereiro de 2007.

"Não sei quantos remédios ele tomava, mas os relatos que vínhamos recebendo na família é que eram muitos", acrescentou Oxman. "Você avisa as pessoas que alguma coisa vai acontecer e isso uma hora acontece. Onde há fumaça, há fogo."

Michael Jackson estava tomando medicamentos controlados ao mesmo tempo em que lutava para entrar em forma a fim de realizar uma turnê de retorno aos shows marcada para julho em Londres, capital da Grã-Bretanha, disse Oxman. Jackson, que ao longo da carreira conviveu por muito tempo com remédios controlados, estava tomando medicamentos desde que se machucou nos ensaios para a turnê, afirmou o advogado.

A morte

As causas da morte do cantor, compositor e dançarino americano Michael Jackson, de 50 anos, devem levar semanas. O corpo foi levado para autopsia nesta manhã. Jackson morreu ontem às 17h07 de Brasília após sofrer uma parada cardíaca. Uma hora antes, serviço de emergência de Los Angeles recebeu um telefonema da casa do cantor, informando que ele estava inconsciente.

Aparentemente, Jackson foi reanimado por uma equipe de paramédicos antes de ser levado para o hospital da Universidade da Califórnia (Ucla).

O corpo do cantor foi levado para o instituto médico legal e a autopsia está prevista para ser realizada nesta sexta-feira. Porém, autoridades alertaram que pode levar semanas para que se chegue à causa da morte, o que provavelmente terá de esperar pelos resultados de exames toxicológicos. Esses testes vão determinar se o cantor tinha drogas, álcool ou medicamentos em seu organismo.

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