Police, a redenção para 70 mil brasileiros

Grupo faz show tecnicamente perfeito, com virtuosismo, vibração e uma platéia feliz - e nem uma gota de chuva

Jotabê Medeiros, de O Estado de S.Paulo,

09 de dezembro de 2007 | 00h47

Contra os meteorologistas e o mau agouro, não caiu uma única gota de chuva na noite deste sábado, 8, no Rio de Janeiro e o grupo inglês Police fez o maior show do ano no Brasil. A banda tocou 19 músicas para um Maracanã lotado - 70 mil pessoas, segundo o cantor Sting; 72 mil, segundo a organização; 60 mil, segundo a Polícia Militar. Veja TambémImagens  Paralamas do Sucesso abrem show no Maracanã A banda entrou às 21h32 no palco do Maracanã, com Sting gastando todo seu português logo de cara. "Que saudade do Brasil", disse o cantor e baixista. Apresentou os companheiros, sempre em português, e perguntou à platéia: "Querem cantar? Quem canta comigo?". O pedido foi atendido em boa parte do repertório, um desfile invejável de hits - Message in a Bottle abriu, mas foi em Don’t Stand so close to me que o coral gigante começou a ficar mais engajado. Os telões laterais não funcionaram, e a área VIP, plantada em frente ao palco, tomava muito espaço para poucos, enquanto no restante do gramado os fãs faziam filas gigantescas por banheiros e cervejas. No final, os vendedores já estavam vendendo cervejas em lata em outros lugares do estádio, burlando a vigilância dos organizadores. Sting está com a voz em forma, e tocando um baixo todo esfolado, muito velho, acompanhado de dois virtuosos, os colegas Andy Summers (guitarra) e Stewart Copeland (guitarra), passava da tarefa de reger a multidão e até experimentar alguns solos mais exuberantes no seu instrumento, como fez em Voices. Durante a execução de Invisible Sun, um video com imagens de crianças muito tristes, que progressivamente iam se alegrando, enchia o telão. Copeland tocou percussão e Sting tocou uma flauta andina em Walking in your footsteps. Um show para lavar a alma da multidão - mas de suor, não de chuva.

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