Planet Hemp 10 anos: novo disco, nova proibição

O Planet Hemp comemora seus dez anos com novo disco, nova formação e outra proibição judicial. Na noite de domingo, a banda carioca foi impedida pela juíza substituta do Juizado da Infância e Juventude de Londrina (PR), Fabiana Silveira Karan, de se apresentar na casa noturna Z-3. Uma vez mais, o motivo alegado foi o de apologia às drogas contida nas letras das músicas.O Planet Hemp viaja pelo País para mostrar o repertório de seu recente disco, Planet Hemp Ao Vivo, gravado durante show no DirecTV Music Hall. O álbum não tem músicas inéditas, mas traz versões pesadas para seus clássicos, como Legalize Já, Queimando Tudo, Fazendo a Cabeça e Dig Dig Dig. Em todas, o discurso pela legalização da erva é mais que acentuado."Estou decepcionado, cansado desta palhaçada. Só vejo duas explicações para esta proibição. Uma seria a ignorância desta juíza, que provavelmente nunca foi a nossos shows e não conhece nossos discos. A outra seria a de que ela realmente conhece a banda e, por isso mesmo, tem medo das coisas que dizemos, medo que isso possa tirar a situação dela, mudar as coisas no País. Estou enjoado disso tudo", desabafa Marcelo D2, um dos vocalistas do grupo.Marcelo Lobato, empresário da banda, diz que o grupo deverá voltar à cidade paranaense. "Voltamos e fizemos nossos shows em todas as praças onde o Planet havia sido proibido de tocar." Sem o DJ Gonzales e Black Alien, o Planet deixou os resquícios rappers e partiu de vez para o rock mais agressivo. "Não poderia ficar melhor. Conseguimos fazer o álbum que estava na nossa cabeça", comemora D2.

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