Mario Anzuoni/ Reuters
Mario Anzuoni/ Reuters

Plácido Domingo deixa a Ópera de Los Angeles após acusações de assédio

O tenor espanhol foi acusado em agosto por mais de 20 mulheres de cometer assédio e abuso sexual; ele renunciou ao cargo de diretor-geral

Redação, EFE

02 de outubro de 2019 | 17h32

O tenor espanhol Plácido Domingo anunciou nesta quarta-feira, 2, que deixará o cargo de diretor-geral da Ópera de Los Angeles, ocupado por ele desde 2003, devido às acusações de abuso sexual reveladas pela imprensa americana.

"Enquanto continuo o trabalho para limpar meu nome, decidi que é do melhor interesse da Opera que eu renuncie como diretor-geral e que deixe de realizar minhas apresentações futuras", afirmou o artista espanhol em comunicado.

"As recentes acusações que foram feitas contra mim na imprensa criaram uma atmosfera na qual minha habilidade para servir esta companhia que tanto amo foi comprometida", completou.

Após a divulgação da notícia da saída de Plácido Domingo, a Ópera de Los Angeles publicou comunicado agradecendo ao tenor pela "contribuição sem precedentes" com a vida cultural da cidade californiana.

"Sob sua liderança, a Ópera de Los Angeles foi conhecida pelo espírito de criatividade colaborativa e pela habilidade para atrair magníficos artistas de todo o mundo. (...) Agradecemos a Plácido por popularizar a ópera na consciência de Los Angeles e estamos profundamente gratos por sua dedicação à nossa comunidade", ressaltou a instituição.

O tenor espanhol foi acusado em agosto por mais de 20 mulheres de cometer assédio e abuso sexual. Os casos foram revelados pela agência americana Associated Press.

Na época, a Ópera de Los Angeles anunciou a abertura de uma investigação para determinar a veracidade das acusações.

Na semana passada, Plácido desistiu de participar da obra Macbeth, que seria apresentada na Met Opera de Nova York. 

 

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