Pink Floyd renova contrato com EMI após ganhar disputa legal

A banda Pink Floyd e a gravadora EMI assinaram um contrato para os próximos cinco anos depois que o grupo de rock britânico ganhou um processo contra a empresa sobre a gestão de sua obra na internet.

EFE

04 de janeiro de 2011 | 17h57

"Todas as disputas legais entre o grupo e a empresa ficaram resolvidas com este novo contrato", segundo um comunicado da EMI, no qual indica que esta nova associação permitirá à banda "chegar a antigos e novos fãs através de sua incrível obra".

Em dezembro ficou resolvido o processo legal entre Pink Floyd e EMI, no qual a banda defendia que um acordo assinado antes da era dos downloads pela internet era aplicável às vendas digitais.

Esse acordo estabelecia que as canções do grupo não podiam ser vendidas individualmente sem permissão expressa da banda, e o grupo argumentou perante o juiz que esta premissa devia ser aplicada às vendas através do iTunes, assim como no caso dos CDs.

A EMI argumentou que a palavra "álbum" no contrato se referia ao objeto físico, e não podia ser aplicada à distribuição pela internet.

Em março, um tribunal deu razão aos músicos, o que foi ratificado no mês passado por outra Corte, que desprezou o recurso da empresa.

Apesar de tudo, as canções da banda estiveram o tempo todo disponíveis no iTunes e continuarão com o novo contrato.

Em outubro, o baterista Nick Mason declarou à rede britânica "BBC" que a disputa com a EMI não era grave e dependia mais de resolver um mal-entendido.

A banda Pink Floyd, que durante sua carreira vendeu cerca de 200 milhões de discos no mundo todo, está com a EMI desde que assinou seu primeiro contrato fonográfico, nos anos 1960.

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