REUTERS/Mario Anzuoni
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Pink, Black Eyed Peas e Anitta tocam no dia do pop do Rock in Rio 2019

Cantora americana vem pela primeira vez ao Brasil, e o grupo de dance pop volta após mudanças e saída de Fergie; artista brasileira já passou pelo Rock in Rio Lisboa em 2018

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

16 Outubro 2018 | 21h30

O Rock in Rio não é exatamente conhecido por colocar bandas ou artistas inéditos no Brasil na posição de headliner no Palco Mundo, mas o festival anunciou uma novidade para 2019: a cantora americana Pink é a principal atração do “dia do pop” do evento ano que vem no Rio. Black Eyed Peas e Anitta completam até o momento a escalação do palco no dia 5 de outubro de 2019.

Estrela do pop rock mundial desde o início da década de 2000, Pink tem uma trajetória particular no mundo das divas pop, ao mesmo tempo em que ostenta números superlativos: são 60 milhões de álbuns vendidos – o disco mais recente, Beautiful Trauma (2017), é o sétimo de sua carreira. É com a turnê global dele que ela vem pela primeira vez ao Brasil em 2019.

Vencedora de três Grammys, ela moldou seu estilo a partir do som de estrelas como Madonna e Janis Joplin, com uma persona rebelde moldada pelos clipes de grande circulação e músicas pop que circulam com facilidade entre o pegajoso e o criativo. Na resenha elogiosa de Beautiful Trauma, a Rolling Stone americana definiu bem: “Pink dominava as paradas com hinos corajosos e falando a real desde quando as divas tristes de hoje em dia estavam na pré-escola”.

Já o Black Eyed Peas volta ao Brasil em nova fase – depois de hiatos e da saída de Fergie do grupo, eles lançam ainda em outubro deste ano o sétimo álbum de estúdio, Masters of the Sun, previsto para o dia 26. 

No final de setembro deste ano, o agora trio lançou dois clipes para a nova música Big Love, criticando a violência por armas de fogo nos EUA e também a maneira como o governo americano vem lidando com a imigração, separando famílias nas fronteiras. Entre os hits mais conhecidos do grupo, vencedor de seis Grammys, estão Boom Boom Pow, My Humps e I Gotta Feeling.

Anitta, por outro lado, é anunciada no Rock in Rio no melhor momento da sua carreira até agora – crescimento internacional, viagens marcadas, destaque em publicações estrangeiras, bilhões de visualizações no Youtube e números igualmente vistosos nas redes sociais.

Os fãs pediram e o Rock in Rio atendeu: em 2017, quando Lady Gaga teve de cancelar o show, houve uma movimentação na web para que Anitta ocupasse seu lugar. Por conta do pouco tempo entre o anúncio de Gaga e a data do show (um dia) a mudança não se concretizou. Agora, depois de uma apresentação no Rock in Rio Lisboa, em abril, a cantora diz que o festival está pronto para receber o funk no seu palco principal.

“Graças a Deus o funk chegou num status, num tamanho de público que é compreensível que hoje caiba num festival tão grande com muitos públicos diferentes”, diz a artista ao Estado, por telefone.

Uma quarta atração ainda será anunciada pelo Rock in Rio para completar a escalação do Palco Mundo neste “dia do pop”. Iron Maiden, Scorpions, Megadeth, Sepultura e Paralamas do Sucesso são outras atrações já confirmadas para o festival, que ocorre no Rio de Janeiro entre os dias 27 de setembro e 6 de outubro de 2019.

‘Estou rezando para tudo dar certo no Brasil’, diz Anitta; leia entrevista

Houve uma cobrança para você se posicionar de maneira mais firme em relação às eleições.

Anitta: É um momento em que precisamos prestar muita atenção e entender o cenário do Brasil. As pessoas estão muito à flor da pele porque realmente é um assunto sério, delicado, todo mundo está muito preocupado. Por conta do tamanho que as coisas viram quando eu falo, deixei parar ali quando me posicionei, tudo que tinha que falar foi dito, prefiro que tenha sido assim, mais segura, mais pensada. De forma que eu não interfira na vida das pessoas de maneira que possa machucar. Falei o que falei e agora estou rezando para dar tudo certo no Brasil.

O Rock in Rio tinha uma resistência ao funk que agora parece vencida… como foi a conversa?

Acho que não era uma questão de preconceito, mas de o ritmo não ter chegado na época a um ponto em que caberia num festival tão grande, com tantos tipos diferentes de pessoas. Tem mais a ver com o crescimento do ritmo e com o caminho que trilhou.

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