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Pianista Giuliano Montini morre em acidente de carro

Considerado um artista brilhante, Montini tocou na Sinfônica Brasileira, na Osesp e no Trio dell' Arte

Estadão.com.br

19 Fevereiro 2010 | 12h11

O pianista Giuliano Montini morreu na quarta-feira de cinzas, 17,  vítima de um acidente de carro na Marginal do Tietê, por volta das 17h. A música brasileira perde um de seus grandes nomes. Nascido em 29 de outubro de 1932, na cidade italiana de Veneza, Giuliano Montini iniciou seus estudos no Conservatorio Statale di Musica Santa Cecilia, em Roma.

 

Sempre dedicado ao piano, em 1952 se apresentou como solista da Orquestra Sinfônica Brasileira. Sua professora foi a famosa pianista Magdalena Tagliaferro. Logo depois, em  1955, sob a orientação do mestre Bruno Seidlhofer, entrou na Academia de Viena. Tempos depois teve aulas com o pianista Alfred Cortot, dessa vez na Suíça.

 

Durante sua carreira participou de concertos e recitais em importantes cidades europeias e escandinavas, com destaque para as atuações como solista nos festivais internacionais de Viena, na Áustria, e de Bruxelas, na Bélgica. Seu estilo ao piano também lhe rendeu medalhas nos concursos internacionais de Genebra, na Suíça, e Munique, na Alemanha.

 

No Brasil, apresentou-se como solista por várias regiões do País, além de participar do Trio dell' Arte - ao lado de Elisa Fukuda, no violino, e Peter Dauelsberg, no violoncelo. Com a pianista, fez um duo especial, chegando a lançar um CD com os trabalhos dessa parceria. Também tocou em dois períodos distintos, durante o ano 2000, na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp).

 

Amigo e admirador de Montini, o maestro Roberto Tibiriçá - diretor artístico do Instituto Baccarelli e ocupante da cadeira de nº5 da Academia Brasileira de Música - afirma que a perda do músico é irreparável. "Embora tenha nascido em Veneza, Itália, Giuliano Montini foi, como artista, um dos maiores pianistas do Brasil. Em sua carreira brilhante, atuou pela Osesp com a violinista Elisa Fukuda em um duo por mais de 18 anos e mantinha laços extremamente fraternos com o maestro Eleazar de Carvalho. Na minha juventude, recebi todo apoio e incentivo de Montini, que teve papel decisivo em minha carreira musical. Foi uma pessoa extraordinária, a quem devo muito, foi como um pai para mim".

 

 

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