Pianista baiana apresenta recital no Carnegie Hall

Com carreira construída quase integralmente nos EUA, onde vive há 18 anos, a pianista baiana Michèle Adler confirma o alto grau de qualidade de sua arte com o début, amanhã, num dos mais famosos templos internacionais da música erudita, o Carnegie Hall, em Nova York. Para a estréia, ela preparou um programa com peças de Villa-Lobos e Marlos Nobre. "Divulgar a música brasileira é a conexão mais forte que tenho com minha pátria e acho que esse deve ser meu papel", diz Michèle.Concluindo doutorado na Indiana University, em Bloomington, sobre a composição de Villa-Lobos Momo Precoce, Michèle ainda tem este ano recitais em cidades americanas como Chicago, San Diego, Indianápolis e Los Angeles. Mas, pela repercussão e popularidade que pode trazer, o concerto no Carnegie Hall é o mais importante na sua agenda. Uma apresentação-solo nesse teatro é o apogeu na carreira de um músico.Michèle, de 34 anos, nasceu em Salvador e começou a estudar piano na sua cidade aos 6. Aos 16, ganhou bolsa de estudos para a National Academy of Arts de Champaign, no Estado de Illinois. Acabou ficando nos EUA, onde está completando a formação acadêmica, fazendo carreira e recebendo prêmios. O mais recente foi ter sido escolhida pela Artists International para integrar a série de concertos que essa fundação nova-iorquina promove no Carnegie Hall.Michèle executa amanhã Choro n.º 5, Prole do Bebê n.º 1 e Bachianas Brasileiras n.º 4, de Villa-Lobos, mais Homenagem a Arthur Rubinstein, Ciclo Nordestino n.º 1 e Ciclo Nordestino n.º 3, de Marlos Nobre. O concerto deverá ser incluído no primeiro disco que Michèle começa a preparar, com uma seleção dos recitais que tem feito pelos EUA.

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