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Pharrell Williams e Robin Thicke são condenados por plágio de Marvin Gaye

A decisão, tomada por um júri popular, condena os artistas a pagar mais de US$ 7,3 milhões aos herdeiros; compare das duas versões

EFE

11 Março 2015 | 08h59

Um tribunal federal de Los Angeles, nos Estados Unidos, condenou os músicos Pharrell Williams e Robin Thicke por considerar que a dançante Blurred Lines (2013) é plágio do clássico Got To Give It Up (1977) de Marvin Gaye. A decisão, tomada por um júri popular, condena os artistas a pagar mais de US$ 7,3 milhões (R$ 22,8 milhões) aos herdeiros de Gaye.

"Este é um dia maravilhoso para nós", disse Nona Gaye, filha do cantor morto em 1984, na saída do tribunal no centro de Los Angeles à imprensa local. Richard Busch, advogado da família, garantiu que já tinha solicitado uma ordem judicial para bloquear as vendas da música, segundo o canal NBC.

Blurred Lines ficou em primeiro lugar nas listas de mais tocadas nos Estados Unidos durante dez semanas após seu lançamento, e comercializou 4,6 milhões de cópias. A canção foi gravada por Pharrell Williams e Robin Thicke e o rapper T.I., apesar deste último ter ficado isento da responsabilidade na sentença, assim como gravadora Interscope Records.

Durante o julgamento, Busch explicou que Blurred Lines e Got To Give It Up são iguais quanto ao uso do baixo, teclados e estrutura, e um musicólogo que foi chamado como testemunha especializada encontrou semelhanças em oito elementos de ambas as canções, segundo o jornal Los Angeles Times.

Williams declarou que escreveu a música sozinho para o disco de Thicke, que leva o mesmo nome da canção, e admitiu que a faixa tinha o "estilo de Gaye" e do ritmo da década 70, embora tenha insistido que era uma criação original.

 

Thicke fez uma demonstração ao júri de muitas canções pop que se parecem musicalmente, apesar destes argumentos não convenceram o tribunal.

 

As vendas de Blurred Lines renderam US$ 5,6 milhões a Thicke, US$ 5,2 milhões a Williams e quase US$ 6 milhões à gravadora.

 

Cabe recurso à decisão, contudo os representantes legais de Thicke e Williams disseram que desconheciam se seus clientes tinham a intenção de apelar.

COMPARE AS DUAS VERSÕES:

 

 

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