Jeff Kowalsky/AFP
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Pessoas vão à igreja onde pai de Aretha Franklin foi pastor e rezam por saúde da cantora

Rumores apontam para um suposto câncer

AFP

15 de agosto de 2018 | 17h22

WASHINGTON - Mais de cem pessoas rezaram, aplaudiram e cantaram nesta quarta-feira, 15, em homenagem a Aretha Franklin, que está muito doente, na igreja batista de New Bethel, na cidade de Detroit, onde o pai da cantora foi pastor durante mais de 30 anos.

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A saúde de Aretha se agravou nos últimos meses. Rumores apontam para um suposto câncer, mas a cantora sempre foi muito discreta a respeito e não confirmou nada. O sobrinho da artista disse na terça-feira à revista People que Aretha Franklin está em estado grave, mas consciente e acompanhada de entes queridos.

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A celebração religiosa começou no horário de costume, mas os 10 ou 12 fiéis habituais dessa vez foram acompanhados por uma centena, todos dispostos a homenagear a rainha do Soul, segundo a imprensa local, como o jornal Detroit News.

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O pai da artista, o reverendo Clarence LaVaughn Franklin, conhecido como o "homem da voz do milhão de dólares", foi pastor dessa igreja entre 1946 e 1979, até morrer nesse último ano por dois tiros durante uma tentativa de roubo na casa onde morava.

Quando o pai de Aretha Franklin era pastor, o templo passou a ser conhecido pelo coral gospel, pelas transmissões de rádio e reivindicações como parte do movimento a favor dos direitos civis dos negros.

Na cerimônia desta quarta-feira, Robert Smith, pastor de New Bethel durante 36 anos, elogiou Aretha Franklin pela "contínua generosidade" com a igreja onde cresceu.

Um dos ajudantes de Franklin, Fannie L. Tyler, lembrou as contínuas doações da cantora ao templo e como, sem que ninguém soubesse, pagou pelos funerais de artistas que tinham trabalhado com a gravadora Motown Records, fundada em Detroit e dedicada à black music.

"Essa é ela, fez tantas coisas que a cidade nem sequer sabe", resumiu Tyler, ao dizer que Aretha "nunca esqueceu de onde vinha".

 

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