PercPan começa hoje em Salvador

Começa hoje em Salvador a décima edição do Panorama Percussivo Mundial - PercPan. O ministro da Cultura, Gilberto Gil, vai ser homenageado no espetáculo de abertura, que começa às 20h, no Teatro Castro Alves, e deve estar presente. Talvez cante. Gil foi diretor do festival a partir de sua terceira edição, dividindo a responsabilidade com o percussionista Naná Vasconcelos. Naná desentendeu-se com a organização do evento e Gil afastou-se ao assumir sua atual função política. É o autor do hino oficial da festa dos tambores. Quem responde pela direção artística, desde o ano passado, é o percussionista carioca Marcos Suzano, que faz também a seleção do elenco. As atrações de hoje são os brasileiros Duo Ello e Tato Taborda, mais o grupo cubano de Orlando Maraca Valle e a dupla jamaicana Sly and Robbie. Amanhã, apresentam-se o diretor do festival, Marcos Suzano, seguido pela banda carioca AfroReggae; chegam depois os mesmos Tato Taborda e Sly and Robbie. No domingo, último dia do PercPan, reapresentam-se Suzano, Orlando Maraca, Duo Ello e soma-se o grupo baiano A Tapa. O festival tem um braço carioca, que se inicia na segunda-feira no Espaço Criança Esperança, em Ipanema, com participação de Gilberto Gil, Sly and Robbie, AfroReggae e Marcos Suzano. Na terça-feira, no Teatro João Caetano, um show reunirá todo o elenco que participou dos espetáculos baianos mais o compositor Zeca Pagodinho. O PercPan era realizado, tradicionalmente, em abril. Neste ano, foi adiado por dificuldades com patrocínio e sofreu baixas no elenco. Participariam Maria Bethânia e os extraordinários africanos dos Tambores do Burundi. Com o adiamento, ficaram sem data na agenda. No auge, a partir da quarta edição, o PercPan foi o mais importante festival de tambores do mundo. Chegou a ter mostra parisiense e ambicionava Nova York. Questões econômicas, sempre, atrapalharam os planos da empresária e socióloga Beth Cayres, criadora do festival. Há dois anos, nem ao menos houve edição baiana - o PercPan foi deslocado para o Recife. Pela importância que teve, é louvável o esforço em realizar a mostra pequena de agora, com olhos no futuro. Não se perde a marca. Resgate-se a qualidade.

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