CLAYTON DE SOUZA/ESTADAO
CLAYTON DE SOUZA/ESTADAO

Peppino di Capri faz show em São Paulo

Cantor italiano diz que gostaria de gravar uma música com Roberto Carlos

Amilton Pinheiro /Colaboração, O Estado de S.Paulo

20 Maio 2017 | 15h56

Peppino di Capri, 77, se tornou conhecido na Itália com a música Malatia, em 1958, quando se apresentava com a banda Rockers (Peppino di Capri e os seus Rockers). Ainda experimentava influências da música estrangeira, o rock e o twist, com as canções clássicas napolitanas.

Mas percebeu, já naquela época, que seguindo o caminho do rock` in`roll sua carreira não seria duradoura. “Eu notava que todos os grupos italianos assimilavam a maneira de se vestir, de se comportar e de cantar do rock`n` roll.

Quando apareceram os Beatles, as bandas passaram a copiá-los. Eu também fui influenciado por eles, mas achei que se quisesse ter uma carreira longeva, teria que trilhar outros gêneros”, diz o cantor italiano por telefone ao Estado antes de viajar para o Brasil. Ele faz show neste sábado, 20, em São Paulo, no Espaço das Américas. “Se tivesse seguido a linha do rock, não estaria hoje conversando com você”, completa o raciocínio.

O cantor romântico por excelência, autor de clássicos como Champagne e Roberta, perdeu as contas de quantas vezes veio ao Brasil, que considera seu segundo lar. Lembra que foi no início dos anos 1960 e se apresentou em um programa da TV Record. “Estava na Argentina e recebi um convite para participar desse programa, que nem sei se existe mais. Recordo que era em um teatro, tinha plateia e aquelas câmeras pesadas. Foi minha primeira aparição em uma TV brasileira, agora não sei se foi em 1961 ou 1963”, respondeu.

Peppino, que vai completar 60 anos de carreira no ano que vem, não gosta de falar de política, acredita que quase todos os políticos, seja na Itália ou em qualquer lugar do mundo, são parecidos: “prometem o que não podem cumprir”. Em relação ao Silvio Berlusconi, que foi primeiro ministro da Itália nos anos 1990 e 2000, o cantor conta que ele era muito simpático quando se encontravam em lugares públicos e que ele sempre pedia para que Peppino cantasse um trecho de Roberta, sua música preferida. “Certa noite, eu estava dormindo quando acordei com um telefonema. Fiquei assustado, já era tarde da noite. Quando disse ‘Alô’, uma voz que parecia de um senhor começou a cantar ‘(...) Roberta, ascoltami/ Ritorna, ancor`ti prego...’. Cortei-a e disse: ‘Quem está falando, melhor dizendo, cantando?’, ele respondeu: ‘Sou eu, seu presidente, Berlusconi’”

Reis do Romantismo. Roberto Carlos e Peppino di Capri têm carreiras artísticas semelhantes, começaram profissionalmente quase que na mesma época, foram influenciados pelo rock, ganharam o tradicional Festival de San Remo, na Itália, e viraram cantores românticos. Por que nunca gravaram uma música juntos? Peppino conta que o conheceu quando ele não era tão famoso e nem sonhava em se transformar no Rei. Às vezes que vinha para o Brasil, Peppino frequentava a sua casa e chegou a cantar de improviso ao seu lado nas festas. Roberto, inclusive, gravou um dos maiores sucessos de Peppino, Champagne.

“Naquela época, Roberto não era o artista enorme que ele é hoje, não pensamos em gravar nada juntos. Mas agora que ele virou esse fenômeno, fica mais difícil. Lógico que se me convidasse para cantar ao seu lado, aceitaria sem pensar. Hoje, ele é um artista muito grande para gravar uma música comigo”, explica Peppino sem falsa modéstia, e antecipa que cantará duas canções de Roberto no show deste sábado, mas não diz quais são: “Não quero estragar a surpresa”, finaliza rindo.

Peppino di Capri, 77, se tornou conhecido na Itália com a música Malatia, em 1958, quando se apresentava com a banda Rockers (Peppino di Capri e os seus Rockers). Ainda experimentava influências da música estrangeira, o rock e o twist, com as canções clássicas napolitanas. Mas percebeu, já naquela época, que seguindo o caminho do rock` in`roll sua carreira não seria duradoura. “Eu notava que todos os grupos italianos assimilavam a maneira de se vestir, de se comportar e de cantar do rock`n` roll. Quando apareceram os Beatles, as bandas passaram a copiá-los. Eu também fui influenciado por eles, mas achei que se quisesse ter uma carreira longeva, teria que trilhar outros gêneros”, diz o cantor italiano por telefone ao Estado antes de viajar para o Brasil. Ele faz show neste sábado, 20, em São Paulo, no Espaço das Américas. “Se tivesse seguido a linha do rock, não estaria hoje conversando com você”, completa o raciocínio.

O cantor romântico por excelência, autor de clássicos como Champagne e Roberta, perdeu as contas de quantas vezes veio ao Brasil, que considera seu segundo lar. Lembra que foi no início dos anos 1960 e se apresentou em um programa da TV Record. “Estava na Argentina e recebi um convite para participar desse programa, que nem sei se existe mais. Recordo que era em um teatro, tinha plateia e aquelas câmeras pesadas. Foi minha primeira aparição em uma TV brasileira, agora não sei se foi em 1961 ou 1963”, respondeu.

Peppino, que vai completar 60 anos de carreira no ano que vem, não gosta de falar de política, acredita que quase todos os políticos, seja na Itália ou em qualquer lugar do mundo, são parecidos: “prometem o que não podem cumprir”. Em relação ao Silvio Berlusconi, que foi primeiro ministro da Itália nos anos 1990 e 2000, o cantor conta que ele era muito simpático quando se encontravam em lugares públicos e que ele sempre pedia para que Peppino cantasse um trecho de Roberta, sua música preferida. “Certa noite, eu estava dormindo quando acordei com um telefonema. Fiquei assustado, já era tarde da noite. Quando disse ‘Alô’, uma voz que parecia de um senhor começou a cantar ‘(...) Roberta, ascoltami/ Ritorna, ancor`ti prego...’. Cortei-a e disse: ‘Quem está falando, melhor dizendo, cantando?’, ele respondeu: ‘Sou eu, seu presidente, Berlusconi’”

Reis do Romantismo. Roberto Carlos e Peppino di Capri têm carreiras artísticas semelhantes, começaram profissionalmente quase que na mesma época, foram influenciados pelo rock, ganharam o tradicional Festival de San Remo, na Itália, e viraram cantores românticos. Por que nunca gravaram uma música juntos? Peppino conta que o conheceu quando ele não era tão famoso e nem sonhava em se transformar no Rei. Às vezes que vinha para o Brasil, Peppino frequentava a sua casa e chegou a cantar de improviso ao seu lado nas festas. Roberto, inclusive, gravou um dos maiores sucessos de Peppino, Champagne.

“Naquela época, Roberto não era o artista enorme que ele é hoje, não pensamos em gravar nada juntos. Mas agora que ele virou esse fenômeno, fica mais difícil. Lógico que se me convidasse para cantar ao seu lado, aceitaria sem pensar. Hoje, ele é um artista muito grande para gravar uma música comigo”, explica Peppino sem falsa modéstia, e antecipa que cantará duas canções de Roberto no show deste sábado, mas não diz quais são: “Não quero estragar a surpresa”, finaliza rindo.

Peppino di Capri, 77, se tornou conhecido na Itália com a música Malatia, em 1958, quando se apresentava com a banda Rockers (Peppino di Capri e os seus Rockers). Ainda experimentava influências da música estrangeira, o rock e o twist, com as canções clássicas napolitanas. Mas percebeu, já naquela época, que seguindo o caminho do rock` in`roll sua carreira não seria duradoura. “Eu notava que todos os grupos italianos assimilavam a maneira de se vestir, de se comportar e de cantar do rock`n` roll. Quando apareceram os Beatles, as bandas passaram a copiá-los. Eu também fui influenciado por eles, mas achei que se quisesse ter uma carreira longeva, teria que trilhar outros gêneros”, diz o cantor italiano por telefone ao Estado antes de viajar para o Brasil. Ele faz show neste sábado, 20, em São Paulo, no Espaço das Américas. “Se tivesse seguido a linha do rock, não estaria hoje conversando com você”, completa o raciocínio.

O cantor romântico por excelência, autor de clássicos como Champagne e Roberta, perdeu as contas de quantas vezes veio ao Brasil, que considera seu segundo lar. Lembra que foi no início dos anos 1960 e se apresentou em um programa da TV Record. “Estava na Argentina e recebi um convite para participar desse programa, que nem sei se existe mais. Recordo que era em um teatro, tinha plateia e aquelas câmeras pesadas. Foi minha primeira aparição em uma TV brasileira, agora não sei se foi em 1961 ou 1963”, respondeu.

Peppino, que vai completar 60 anos de carreira no ano que vem, não gosta de falar de política, acredita que quase todos os políticos, seja na Itália ou em qualquer lugar do mundo, são parecidos: “prometem o que não podem cumprir”. Em relação ao Silvio Berlusconi, que foi primeiro ministro da Itália nos anos 1990 e 2000, o cantor conta que ele era muito simpático quando se encontravam em lugares públicos e que ele sempre pedia para que Peppino cantasse um trecho de Roberta, sua música preferida. “Certa noite, eu estava dormindo quando acordei com um telefonema. Fiquei assustado, já era tarde da noite. Quando disse ‘Alô’, uma voz que parecia de um senhor começou a cantar ‘(...) Roberta, ascoltami/ Ritorna, ancor`ti prego...’. Cortei-a e disse: ‘Quem está falando, melhor dizendo, cantando?’, ele respondeu: ‘Sou eu, seu presidente, Berlusconi’”

Reis do Romantismo. Roberto Carlos e Peppino di Capri têm carreiras artísticas semelhantes, começaram profissionalmente quase que na mesma época, foram influenciados pelo rock, ganharam o tradicional Festival de San Remo, na Itália, e viraram cantores românticos. Por que nunca gravaram uma música juntos? Peppino conta que o conheceu quando ele não era tão famoso e nem sonhava em se transformar no Rei. Às vezes que vinha para o Brasil, Peppino frequentava a sua casa e chegou a cantar de improviso ao seu lado nas festas. Roberto, inclusive, gravou um dos maiores sucessos de Peppino, Champagne.

“Naquela época, Roberto não era o artista enorme que ele é hoje, não pensamos em gravar nada juntos. Mas agora que ele virou esse fenômeno, fica mais difícil. Lógico que se me convidasse para cantar ao seu lado, aceitaria sem pensar. Hoje, ele é um artista muito grande para gravar uma música comigo”, explica Peppino sem falsa modéstia, e antecipa que cantará duas canções de Roberto no show deste sábado, mas não diz quais são: “Não quero estragar a surpresa”, finaliza rindo.

Serviço. Peppino di Capri e le Canzone d`Amore. Espaço das Américas. Rua: Tagipuru, 795 – Barra Funda. Tel. 3864-5566. Horário: 22h. Ingressos: R$ 100 à R$ 450

 

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