Pedro Mariano comemora dez anos de carreira

O cantor Pedro Mariano comemora dez anos de carreira com a regravação de cinco hits da mãe, Elis Regina; sucessos próprios e músicas inéditas. O disco ao vivo que leva seu nome como título é sua estréia numa gravadora multinacional, a Universal. Foi registrado em dois dias de show em São Paulo, com uma orquestra de 13 músicos e participação de Sandy, filha de Xororó, e Luciana Mello, filha de Jair Rodrigues. Uma ação entre amigos filhos de peixões da música brasileira? "Mais ou menos. Tenho grandes companheiros nesse projeto e por isso a festa foi muito gostosa", responde. Ele fugiu à receita dos discos ao vivo (que terá DVD, em agosto), e regravou as músicas que canta melhor em vez de privilegiar seus hits. "Nem sempre a nossa melhor música é a que toca no rádio, por motivos alheios à nossa vontade. Show e disco são diferentes. Tem gente que gosta de determinada música e eu quis registrar esse momento no disco e no DVD." Ele abre o CD com um funk inédito, Três Moedas, de Roberto Frejat, George Israel e Mauro Santa Cecília. "Tinha gravado Pro Dia Nascer Feliz e ele me deu essa de presente", conta Pedro. "Regravar é diferente de cantar inédita. Neste caso, a gente tem de agregar algo novo à música, enquanto dar uma versão à música conhecida é o teste do cantor. É quando o público avalia a evolução do intérprete porque existe um parâmetro para comparação, que é a versão original." Mas ele avisa que só regrava uma música quando acha que pode ir além da versão original. É assim com as cinco músicas do repertório de Elis Regina. É com Esse Que Eu Vou, samba antigo de Pedro Caetano que ela remoçou numa gravação antológica, ganhou um balanço caribenho, com Sandy em dueto. Cai dentro (de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, lançada por Elis), que ele canta com Luciana Mello, ficou quase igual à versão original. "O arranjo original (do pai dele, o pianista e arranjador César Camargo Mariano) era tão forte que foi impossível fugir das características principais", explica. "Aí encaro como homenagem mesmo, não conseguiria fazer melhor." A relação com os pais é um assunto bem resolvido para ele. "Nunca ouvia os discos da minha mãe com meu pai porque eles ensaiavam em casa", conta Mariano. "Nem fui influenciado musicalmente por ela. Já meu pai me ensinou muito mais na conduta que na música. No caso dos discos que fizemos juntos, foi parceria, não herança."

Agencia Estado,

26 de julho de 2005 | 12h40

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