Pedro Luís traz sua Parede sonora a SP

A banda Pedro Luís e a Parede apresenta-se nesta sexta-feira no Sesc Belenzinho. Tocam músicas de Astronauta Tupy e É Tudo 1 Real e mais algumas canções que podem estar no próximo álbum do conjunto. Entre elas, Mais que Nada, de Jorge Benjor. Já andaram testando a canção na recente turnê pela Europa, em que percorreram França e Portugal e gostaram do resultado. O elemento surpresa, desta vez, é Pepeu Gomes. Por isso, Parede e Pedro tocam Raio Lazer e Fazendo Música Jogando Bola, ambas do guitarrista.A participação de Pepeu quem explica é Pedro Luís: "Temos essa prática de receber convidados, sejam famosos ou não. O Arnaldo Antunes é nosso parceiro mais recorrente. Este é o canal reservado para os loucos". Quem são os loucos desta história? "Eles são os loucos que não fazem parte da firma", brinca.Há outras novidades no repertório do show desta sexta. Uma é Zera o Counter, parceria de Pedro e Seu Jorge, ex-Farofa Carioca. "Já que estamos partindo para um novo século, temos que rearrumar e reestruturar a desigualdade, zerar os ponteiros", explica. Outra é Dez de Queixo, cuja letra se apropria da linguagem de cordel. "Narra uma história muito comum, de dez caras que ficam de queixo caído pelas mulheres que dançam no salão de forró". Por fim, Bob Marley, para deixar todo mundo feliz.Novo Disco - "A gente começa a fazer pré-produção com Tom Capone agora no final do ano", conta o líder da Parede. Se é que se deve considerar a existência de estrutura hierárquica entre estes excelentes músicos. Não sabem por qual gravadora irão lançá-lo. Isso não os preocupa. O que, de fato, incomoda grande parte dos músicos de qualidade deste País, e Pedro não é exceção, são as (im)possibilidades do mercado fonográfico brasileiro."É tudo ou nada", comenta. "Precisamos perder essa histeria de que um disco precisa vender 1 milhão de cópias. Não precisa, e se vender, que seja por outros motivos que não os atualmente em vigor."Monobloco - Pedro, que foi professor de teoria musical em sua juventude, tem desenvolvido no Rio de Janeiro, onde mora, oficinas de percussão. Desde maio, ele e seus companheiros de Parede se dedicam ao projeto, batizado de Monobloco. As aulas ocorrem às quartas-feiras, em dois horários, das 10h as 13h no Espaço Cultural Sérgio Porto, e das 19h as 22h no Eco Som Studio, em Botafogo. O músico faz um pedido: "a gente gostaria de voltar a São Paulo para fazer o que nós começamos a fazer aí, e levamos posteriormente para Curitiba e até Portugal, que são as oficinas de percussão".A história do Monobloco remonta às gravações de Tudo é 1 Real. "Tínhamos gravado todas as bases do disco", conta. "Na mixagem pensamos em ter um bloco de percussão por cima das partes já gravadas. Queríamos gravá-lo em mono, daí ficou: monobloco". A idéia surgida no estúdio se concretizou com o início das aulas, em maio deste ano. Hoje integram o Monobloco cerca de 50 jovens percussionistas. Pedro Luís, Mario Moura (baixo e percussão), Sidon Silva (percussão), C.A. Ferrari (percussão) e Celso Alvim (percussão), os membros da banda, utilizam passos para ensinar teoria musical aos músicos. "É um métodos de Lucas Ciavatta, grande percussionista aqui do Rio", diz o professor. Para complementar o aprendizado, mestres da percussão participam, uma vez por mês, de um ensaio geral do bloco. O último deles foi mestre Odilon, da bateria da Unidos do Grande Rio, escola de samba pela qual os músicos do Monobloco irão desfilar no carnaval 2001.Quem perder a apresentação da banda nesta sexta-feira tem outras duas oportunidades de vê-los até o final do ano. Eles voltam a São Paulo no dia 22 de novembro, para show no Sesc Pompéia e, no dia 24, no Sesc Belenzinho. Quem gosta muito da banda, e não mora no Rio de Janeiro, pode acompanhar pela Internet o programa de rádio Parede 800, que os músicos apresentam na rádio Mec/Am todos os sábados, às 20h. Pedro Luís e a Parede e Pepeu Gomes - Sesc Belenzinho, Avenida Álvaro Ramos, 991, Belenzinho. Sexta-feira, às 22h30; R$ 10; Sexta-feira. Tel: 6096-8143 e 291-9765.

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