Jorge Bispo/Divulgação
Jorge Bispo/Divulgação

Pedro Luís lança disco solo e se apresenta em São Paulo

Após 14 anos com o grupo Pedro Luís e a Parede, cantor faz show no Sesc Vila Mariana baseado em seu primeiro álbum sem a banda

Marcio Claesen, estadão.com.br

13 de janeiro de 2012 | 17h09

Após 14 anos e seis discos com o Pedro Luís e a Parede, o cantor que dava nome ao grupo aventurou-se em carreira solo. O resultado está no CD Tempo de Menino lançado em outubro.

O álbum conta com as participações de Milton Nascimento, Erasmo Carlos, Roberta Sá e cantora portuguesa Carminho. As canções são bem caras a Pedro Luís, como ele revelou ao Estadão.com.br. Para as duas apresentações em São Paulo neste final de semana, Pedro contará com as participações de Zé Renato (sábado) e Roberta Sá (no domingo).

A seguir, o cantor responde o que pensa sobre a disponibilização de conteúdo musical na internet, o que o público pode esperar dos shows e como, depois de tanto tempo com o grupo, foi produzir um álbum sozinho.

Como foi o processo de composição do novo CD, Tempo de Menino, que é seu primeiro disco solo?

Então, eu fui colecionando canções que eu gostaria de um dia poder interpretar. Coisas que já foram gravadas e outras que nunca foram, coisas de gêneros diferentes dentro do meu universo de compositor, que eu guardei para um momento onde eu pudesse dar vazão a essa demanda minha, de fazer um projeto onde os riscos fossem particulares, pessoais mesmo.

Há várias participações no seu álbum, Milton Nascimento, Roberta Sá, Erasmo Carlos e também a cantora portuguesa Carminho. Como você reuniu esses nomes todos?

A gente quando vai fazer um trabalho, seja em grupo ou individual, sempre busca pessoas que a gente admira, que tenham relação com a sua história musical para darem o seu aval para aquele trabalho. Dessa vez não foi diferente. São pessoas que eu admiro, de diversas épocas, que eu achei que conversariam bem com algumas canções que estavam escolhidas para fazer parte do disco. E felizmente eles aceitaram. Acho que o resultado foi super bacana em todos os casos. No caso do Milton e do Erasmo, que são pessoas muito experientes, os dois chegaram sabendo muito bem o que queriam fazer, sabendo como lidar, como dividir a canção comigo. A Roberta já é parceira para todas as horas e nesse disco ela se envolveu bastante, tivemos muitas trocas de ideais durante o processo, foi um processo longo, sem ansiedade, de 15 meses. A Carminha, era uma pessoa que eu não conhecia, que não é do meu círculo de amizades, mas que é uma cantora incrível, que veio completar o tempero musical dessa ponte luso-brasileira da qual a canção trata. Ela é incrível, dá aquela potência, uma intensidade "fadística", na qual ela é especialista, completa esse time de participações ilustres no meu CD de estreia.

 

E você pode apontar qual a sua faixa favorita?

Não. São todas (risos). E ainda tem uma que não é minha. É uma faixa que eu tenho muita honra de ter gravado, que é do Luiz Melodia (Hoje e Amanhã Não Saio de Casa), é uma canção importante na minha vida. Ele é um compositor que fala da diversidade que me interessa muito, e eu procuro me inspirar nessa diversidade de compositor que canta sua própria obra. E essa é uma canção muito atual que conversa muito com as outras. Todas realmente são muito importantes e por isso estão lá.

Você disponibiliza todas as faixas do seu CD no site para os internautas. Como você essa relação das vendas físicas dos CDs e da música na web, que já é uma realidade?

Eu não acho que exista uma só realidade virtual, existem várias. Existe a de quem baixa e pronto, existe a de quem baixa e compra (o CD)... Acho que a internet veio, com certeza, ajudar e muito, no sentido da proliferação das informações, da troca de ideias, mas como tudo no mundo tem o seu lado negativo. Acho que agora o iTunes está tentando outras formas, meio que contempla o autor, que, afinal de contas, trabalha com isso - isso não é um lazer, é um trabalho. Acho que a internet é muito bem-vinda.

Você baixa música? Compra pela web?

Eu compro. Por enquanto, eu ainda compro o disco. Até ele existir, eu vou continuar comprando. Agora que eu tenho um mecanismo oficial no Brasil para poder comprar também muito me interessa comprar e também produzir coisas especificamente para esse universo da música baixada oficialmente.

 

Depois de ter feito todos os trabalhos anteriores como um grupo (Pedro Luís e a Parede), qual é a diferença de estar, agora, em carreira solo?

Você chama todos os riscos para você. Você sente falta do que é muito interessante de ter todo mundo contribuindo para a ideia acontecer. Mas tem também a sua viagem particular, de estar ali se exigindo, sabendo que se você não resolve algo, nada será resolvido. Tem os lados positivo e negativo mesmo. Acho que ele é alimentador, quando você faz uma viagem, um percurso solo, você está buscando outras referências, sonoridades, estímulos.

E como será o show em São Paulo?

Ele será baseado no repertório do CD, mas já nos shows que a gente fez em Curitiba e no Rio, adicionamos outras canções do meu repertório do compositor, coisas que foram gravadas pela Parede, coisas que fazem parte de outros universos meus, que foram gravadas por outras pessoas e não pela Parede. Nesse show especialmente de São Paulo, no Sesc Vila Mariana, como estarei recebendo dois convidados - no sábado, o Zé Renato, e no domingo, a Roberta Sá - a gente preparou um aditivo nesses roteiros de cada dia para receber esses hóspedes ilustres. Então, o repertório, que já estava acrescido de coisas que não estão no disco, ainda vai ser acrescido de outras coisas para receber esses hóspedes de maneira confortável e generosamente.

Pedro Luís

Sesc Vila Mariana - Rua Pelotas, 141, tel. 5080-3000

Sábado, 14, às 21h e domingo, 15, às 18h.

Ingressos: de R$ 8 a R$ 32

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