Pavilhão e Rappa dividem palco em show engajado

Boa música em letras engajadas. Isso é o mínimo que o público pode esperar do show que os grupos O Rappa e Pavilhão 9 fazem amanhã no Credicard Hall. O Pavilhão chega para divulgar seu quinto álbum, Reação, e O Rappa faz sua primeira apresentação na cidade depois do acidente com o baterista e letrista da banda, Marcelo Yuka, baleado numa tentativa de assalto em novembro do ano passado.Os grupos seguem linhas distintas, mas têm muito em comum. Tanto na mistura de rap com hardcore do paulistano Pavilhão, quanto no pop funkeado e nervoso dos cariocas do Rappa, a denúncia contra a violência e a temática social se destacam. "O Rappa é uma referência para nós. Eles conseguem atingir as grandes massas fazendo um trabalho verdadeiro", elogia Ortega, guitarrista do Pavilhão. Para o grupo, o show também terá ares de estréia. Será o primeiro em São Paulo em que o vocalista Rhossi cantará sem a famosa máscara que usou durante quase dez anos. Foi no Rock in Rio - na noite do metal - que o vocalista aboliu a máscara, dizendo não dever nada para ninguém. Era uma referência à polícia, que, segundo o vocalista, o havia ameaçado de morte por causa da música Otários Fardados, do primeiro disco.Leia maisO Rappa e Pavilhão 9 - Credicard Hall (Av. das Nações Unidas, 17.955, tel.: 5643-2500). Amanhã, às 22 h. Ingressos de R$ 15 a R$ 50. Desconto para estudantes com carteira da UNE.

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