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Confira dez gravações fundamentais de Luciano Pavarotti

O cantor italiano faria 80 anos nesta segunda-feira, 12

João Luiz Sampaio, Especial para O Estado

12 Outubro 2015 | 14h56

O concerto que reuniu Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras – batizado de Os Três Tenores – correu o mundo, vendeu milhões de cópias de CDs e DVDs, reacendeu uma longa discussão sobre a arte e suas falsificações. Mas teve uma outra consequência: fechou em torno dos três cantores a percepção que o grande público passou a ter, nas últimas décadas, do mundo da ópera. E, claro, reforçou uma rivalidade entre eles, digna de torcidas organizadas e intermináveis discussões.

Há algo a se dizer em defesa dos três. Mas o aniversário, hoje, é de Pavarotti, 80 anos. Tempo de celebrar um timbre inconfundível, espontâneo, instintivo, natural. Ele pode não ter trabalhado um repertório particularmente grande, mas deixou de seus papeis interpretações de referência. Escolher entre elas é difícil, mas faz parte da graça. Então, lá vai: uma lista de dez grandes momentos de Pavarotti, do início ao fim da carreira.

A Filha do Regimento 

Foi com essa interpretação ao vivo da ópera de Donizetti, em 1966, em Londres, que Luciano Pavarotti conquistou a alcunha de “The King of the High C’s”. Basta ouvir para saber por que.

Réquiem

Ainda nos anos 1960, Pavarotti caiu nas graças do maestro Herbert Von Karajan. E, em 1967, participou com ele dessa gravação histórica do Réquiem, de Verdi.

La Bohème

Foram vários os registros da ópera de Puccini feitos pelo tenor, em estúdio ou ao vivo. Mas esse, do início dos anos 1970, ao lado da soprano Mirella Freni, segue imbatível.

O Elixir do Amor

A célebre ária de Nemorino na ópera de Donizetti, com regência de Richard Bonynge. Londres, 1970

La Favorita

Mais um Donizetti irrepreensível, agora a ária Spirto Gentil.

Rigoletto

Neste filme dos anos 1980, dirigido por Jean-Pierre Ponelle, uma grande leitura da ária La Donna è Mobile.

Il Trovatore

Di Quella Pira, sob regência do maestro Richard Bonynge, com todo o frescor e a facilidade nos agudos.

Tosca

Pode não ser a melhor interpretação da ária E Lucevan le Stelle, de Puccini, mas o vídeo tem uma curiosidade: quem rege a orquestra é Plácido Domingo.

Turandot

A ária Nessun Dorma tornou-se o seu principal cavalo de batalha, em especial no final da carreira. Aqui, em uma gravação de 1980, com Zubin Mehta

Entrevista

Para terminar, uma breve entrevista com um tenor de senso de humor inspirado.

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