Sergio Castro/Estadão - 4/2/2015
Sergio Castro/Estadão - 4/2/2015

Paulo Szot canta na abertura do 50.º Festival de Campos de Jordão

A apresentação será neste sábado, 29, e o barítono prepara para o segundo semestre um CD que faz parte da residência artística que o barítono realiza este ano com a Osesp; confira os destaques do festival

João Luiz Sampaio, Especial para o Estado

29 de junho de 2019 | 03h00

No ano de seu centenário, Claudio Santoro tem recebido homenagens à altura de um dos mais importantes compositores da história da música brasileira. Sua única ópera, Alma, ganhou montagem de referência em Manaus. A Filarmônica de Goiás segue gravando e editando suas sinfonias. Os prelúdios para piano têm nova edição, preparada por Alessandro Santoro. E, agora, as canções: o barítono Paulo Szot acaba de gravar com o pianista Nahin Marum um álbum duplo dedicado a elas.

“Foi uma semana intensa”, explica Szot. “Ao todo registramos 35 canções e havia uma surpresa atrás da outra, peças incríveis que íamos descobrindo enquanto gravávamos”, ele conta também.

O CD deve ser lançado no segundo semestre, com recital na Sala São Paulo, parte da residência artística que o barítono faz este ano com a Osesp. Residência que começou esta semana, com Szot cantando árias russas na Sala São Paulo – e que continua neste sábado, dia 29, quando ele abre oficialmente, com a Osesp, a 50.ª edição do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, no Auditório Claudio Santoro.

O evento faz aniversário com mais de cem concertos, além da série de música popular com curadoria da Orquestra Jazz Sinfônica.

Mantém a estrutura de anos anteriores, com a Orquestra do Festival, formada por alunos, apresentando três programas diferentes, com maestros como Alexander Liebreich e Neil Thomson, além de manter uma Camerata e um Núcleo de Música Antiga. A parte pedagógica, assim como boa parte das apresentações, acontece em São Paulo – e a agenda tem muita música de câmara, assim como concertos sinfônicos com grupos de todo o Brasil.

“Estou muito feliz de fazer parte de tudo isso”, diz Szot, que nos últimos anos tem concentrado sua carreira no exterior – seus compromissos futuros incluem Madama Butterfly, de Puccini, no Metropolitan Opera House de Nova York, e Cosi fan Tutte, de Mozart, na Ópera de Paris.

“A residência permite um contato mais próximo com a Osesp e com o público de São Paulo, e isso para mim é especial.” A agenda é a seguinte: depois de atuar em Campos, na semana que vem ele canta, sob regência de Marin Alsop, a Oitava Sinfonia de Mahler, na Sala São Paulo, para onde volta no segundo semestre para um concerto dedicado a Mozart, com Isaac Karabtchevsky, uma masterclass e o recital dedicado às canções de Santoro. 

“Escolher os autores russos para esse primeiro programa e Mozart para o segundo tem a ver com a minha trajetória até agora, são obras que foram decisivas na minha carreira e levamos isso em consideração”, ele explica. E se diz particularmente feliz com a chance de mostrar em recital na sala as canções de Santoro.

“Conhecemos em especial as Canções de Amor, que ele escreveu com Vinicius de Moraes, mas essas outras peças que escolhemos mostram a variedade de sua carreira em suas várias facetas. Há, em meio ao material inédito que conseguimos separar, canções doces, amargas, de caráter brasileiro, dodecafônicas. É fascinante”, acrescenta Paulo Szot.

DESTAQUES DO 50.º FESTIVAL DE CAMPOS DO JORDÃO

Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo

Orquestra toca Rossini, Blauth e Beethoven com regência de Roberto Minczuk e solos de Arcádio Minczuk, domingo, no Auditório Claudio Santoro

 

Orquestra Jovem do Estado de São Paulo

Também no auditório, orquestra repete programa recente dedicado a Claudio Santoro, com as Interações Assintóticas e a Sinfonia n.º 9 regidas por Claudio Cruz

 

Orquestra Sinfônica do Paraná

Com Stefan Geiger como regente, orquestra recebe, dia 4, a estrela do violino Francesca Dego para o Concerto de Tchaikovski

 

Orquestra Jazz Sinfônica

Na Praça do Capivari, hoje, Nelson Ayres e Mônica Salmaso se juntam à orquestra para abrir a série de música popular

 

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