Xavier Gonzalez
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Paulo Coelho afirma que relê 'O Alquimista' com regularidade

Obra já foi publicada em mais de 170 países e traduzida para 81 idiomas

EFE

13 Março 2017 | 17h42

O escritor Paulo Coelho afirmou que relê com regularidade seu livro O Alquimista, maior êxito que já foi traduzido para 81 idiomas, e que cada vez que o faz sente a alegria de saber que nunca estará sozinho porque, se as pessoas entendem sua história, "sempre haverá uma possibilidade de reconciliação".

Assim assegura o escritor brasileiro no prólogo de uma nova edição de O Alquimista, editada pela Planeta, e na qual relata a história deste romance, publicado em mais de 170 países e que o transformou em um dos escritores mais lidos do mundo.

Nela, Coelho conta a aventura de Santiago, um jovem pastor andaluz que viaja desde sua terra natal até o deserto egípcio na busca de um tesouro oculto nas pirâmides, uma travessia na qual descobrirá sua riqueza interior.

Publicado em 1988, ninguém prestou atenção neste livro no Brasil, onde a editora rescindiu o contrato com Coelho, que então, lembra no prólogo, tinha 41 anos e estava "desesperado".

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No entanto, indica que nunca perdeu a fé em seu livro porque nele estava todo ele, seu coração e sua alma. "Eu estava perseguindo minha lenda pessoal, e meu tesouro era minha capacidade para a escritura. E queria compartilhar esse tesouro com o mundo", explica.

Outra editora lhe deu uma segunda oportunidade ao O Alquimista e, pouco a pouco, mediante o boca a boca e após ser publicado nos Estados Unidos, "se transformou em um fenômeno espontâneo e orgânico", lembra.

Embora tenha sido escrito há muitos anos, o livro "não é nenhuma relíquia do passado", disse seu criador.

"A história de uma pessoa é a história de todas as pessoas e a busca de um homem é a busca de toda a Humanidade", sustenta Coelho, que diz que por isso é que tantos anos depois "segue ressoanda nas pessoas de distintas culturas do mundo inteiro, comovendo emocional e espiritualmente, todos por igual, sem preconceitos". 

 

 

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